3 de dezembro de 2014
Os golpes contra a atividade de seguros, excluídos o seguro-saúde e os planos de previdência complementar aberta, estão em baixa, pelo menos em valores. Os casos detectados recuaram 6,6% de 2011 para 2012.
Fechados os números de 2013, nova queda, ainda maior, de 8,4%. Ainda assim, os prejuízos são milionários. Os sinistros sob suspeição no ano passado chegaram a R $ 2,134 bilhões, sobre os quais a má fé descoberta envolveu R$ 414 milhões.
Deste montante, as seguradoras se recusaram a pagar R$ 345 milhões (83,5%). Os dados são da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg); divulgados através da sua Central de Serviços e Proteção ao Seguro (Ceser); área responsável pela quantificação da fraude.
Além das fraudes estarem diminuindo, os números da CNSeg mostram que as seguradoras têm conseguido ano a ano desmascarar os falsários, em escala crescente, o que indica que há um combate mais rigoroso ao dolo, atenuando o prejuízo. Em 2011, das fraudes detectadas, 69,8% foram comprovadas (não pagas); indicador que pulou para 75,5% em 2012 e chegou a 83,3% no ano passado.
Para o superintendente-geral da Ceser, Marco Antonio da Silva Barros, combater a fraude é uma das principais missões enfrentadas pelo mercado segurador. “A fraude impacta diretamente no consumo e no preço de seguros, prejudicando não só o mercado, mas também todos os consumidores”, diz. Segundo ele, a impunidade é um dos principais incentivadores da prática e que todos precisam se conscientizar que se trata de um crime.
“Combater a fraude também é prestar um serviço à sociedade, já que, assim, estamos colaborando para a redução da criminalidade”, acrescenta Marco Barros, que também preside a Federação Nacional de Capitalização (Fenacap).
O levantamento da Ceser aponta que a carteira de pessoas foi a que apresentou o maior índice de comprovação das fraudes. Em 2011, dos sinistros nessa situação, 99,4% foram descobertos. Patamar que se manteve em 2012 (99,8%) e cravou quase 100% (exatos 99,9%) em 2013, ano em que as seguradoras recusaram o pagamento de sinistros da ordem de R$ 96,6 milhões, dos R$ 96,78 milhões detectados.
Veículos Em termos de valores, o automotivo foi o segmento onde a prática da fraude manifestou-se mais expressivamente, embora com tendência de queda. Em 2011, as ações dos fraudadores abrangeram R$ 321,4 milhões, dos quais R$ 194,3 milhões foram comprovados, 60,4% do total. No exercício seguinte, o montante caiu para R$ R$ 263,9 milhões, sendo provados R$ 173,37 milhões (65,7%); e alcançou R$ 189,7 milhões no ano passado, com R$ 162,5 milhões (85,6%) elucidados, com a recusa das seguradoras em pagar.
Os fraudadores também agiram na carteira patrimonial, na qual, em 2011, tentaram usurpar R$ 12,3 milhões, com grau de insucesso de 88,6% (R$ 10,9 milhões); taxa que caiu para 71,2% em 2012 e foi alçada a 87,3% em 2013, quando as fraudes detectadas, da ordem de R$ 7,9 milhões, caíram 48,4% sobre o ano anterior.
Já no ramo de transportes de mercadorias, as tentativas de lesar os seguros registraram avanço de 319,4% em 2013, sobre 2012. Os valores descobertos subiram de R$ 12,9 milhões para R$ 54,1 milhões, destes apenas R$ 21,4 milhões foram esclarecidos, 39,6%. Foi a menor taxa de comprovação do ano, em relação às demais modalidades de seguros.
VEJA TAMBÉM
Iniciativa reuniu mulheres para discutir investimentos, formação de patrimônio, previdência e proteção fin ...
Última prova do ano será realizada no dia 29 de novembro, no Complexo Turístico da Ponta Negra, às margens ...
Palestra promovida pela SulAmérica reuniu mulheres na sede do SindsegSC para falar sobre saúde.






