Publicidade


Se comprovada alta velocidade em caso de acidentes, condutor pode perder seguro

É que ao dirigir em alta velocidade, o condutor assume o risco elevado de causar crime de trânsitoQuando s ...



27 de março de 2019

É que ao dirigir em alta velocidade, o condutor assume o risco elevado de causar crime de trânsito


Quando se fala em infração, não há muita diferença entre o motorista que dirige embriagado e o que dirige em alta velocidade. Inclui-se no grupo de risco, motoristas que realizam ultrapassagens em faixa contínua.


Tanto o descumprimento das normas de trânsito quanto o excesso de velocidade – apontado pelo Denatran como o segundo fator que mais causa acidentes de trânsito no Brasil – podem levar o motorista a perder a cobertura contratual do seguro, quando é claro, tanto um quanto outro puderem ser comprovados.


As seguradoras levam em consideração, que ao dirigir em alta velocidade, o condutor assume de maneira inequívoca o risco elevado de causar crime de trânsito, pois a ocorrência pode não ser tratada como acidente.


De acordo com o advogado Emerson Magalhães, do escritório Küster Machado Advogados, pelo Código Civil, nos casos de contratos de seguro, está determinado que o segurador se obriga, mediante pagamento do prêmio, a garantir o interesse legítimo do seguro, relativo a pessoa ou a coisa, contra riscos predeterminados.


“Em nosso ponto de vista, ao conduzir veículo em alta velocidade o segurado agrava substancialmente o risco do seguro contratado, faltando, assim, com seu dever de boa-fé, pois sabidamente está descumprindo a legislação de trânsito”, comenta.


Segundo ele, em relação à boa-fé nos contratos de seguro, dispõe o artigo 765 do Código Civil que “o segurado e o segurador são obrigados a guardar na conclusão e na execução do contrato, mais estrita boa-fé e veracidade, tanto a respeito do objeto como das circunstâncias e declarações a ele concernentes”.


Por isso, na visão do advogado, é preciso que as partes contratantes devem seguir um padrão ético de conduta nas relações obrigacionais.


Para o especialista, é preciso acabar com a permissividade. “Ao descumprir a lei, o motorista/segurado, além de ser processado penalmente, deve perder o direito à indenização securitária, pois não se pode dar tratamento diferenciado para situações que geram o mesmo risco, ou seja, extrapolam os riscos calculados no momento da conclusão do contrato de seguro”, avalia.


Ele destaca ainda que o segurado que, conscientemente, transita em alta velocidade, envolvendo-se em crime de trânsito, não segue o padrão ético esperado nas relações obrigacionais, agravando de maneira desproporcional o risco da outra parte envolvida no contrato.


Tendo em vista que, implicitamente, quando a seguradora apresentou os valores do prêmio baseou-se na boa-fé objetiva do segurado, ou seja, que este seguiria os padrões éticos de conduta durante a vigência do contrato, principalmente, os relacionados à sua apólice, o segurador só responde pelos riscos pré-determinados, pois foram aqueles utilizados para o cálculo e incluir riscos não pactuados onera substancialmente uma das partes.


“Por isso, o segurado que, comprovadamente, e de maneira consciente, envolve-se em acidente de trânsito, cuja causa primordial tenha sido o excesso de velocidade, perde o direito à cobertura contratada junto ao agente segurador”, conclui.





Publicidade


VEJA TAMBÉM


mulher-corretora-de-seguros-e-com-mais-de-500-clientes-conheca-a-carreira-de-bruna-daniel
Mulher, corretora de seguros e com mais de 500 clientes: conheça a carreira de Bruna Daniel

Aos 34 anos, a corretora de seguros de Criciúma possui quase 10 anos de experiência.


de-biomedico-a-corretor-a-trajetoria-de-fabio-quideroli-no-mercado-de-seguros
De biomédico a corretor: a trajetória de Fabio Quideroli no mercado de seguros

Biomédico de formação, Fabio chegou ao mercado por acaso.


uma-nova-geracao-no-mercado-de-seguros-a-historia-de-marcelo-beduschi
Uma nova geração no mercado de seguros: a história de Marcelo Beduschi

Aos 29 anos, advogado e corretor de seguros conheceu o mercado por meio da mãe.









topo