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SINDSEGRS manifesta preocupação com fim do uso de radares móveis

O Sindicato das Seguradoras do RS (SINDSEGRS) registra aqui sua preocupação com os dados registrados pela ...



6 de setembro de 2019

O Sindicato das Seguradoras do RS (SINDSEGRS) registra aqui sua preocupação com os dados registrados pela matéria divulgada no jornal Zero Hora, da última quarta-feira (04); sobre o excesso de velocidade, de motoristas imprudentes, nas rodovias que não mais utilizam radares móveis para a fiscalização e controle. Segundo a reportagem, em apenas quatro horas, foram flagrados 180 casos de velocidade superior a permitida na via. Acreditar que apenas o bom-senso de motoristas será suficiente para coibir irregularidades e acidentes é pura ingenuidade.


Ao desrespeitar as regras de circulação, além de colocar a própria vida em risco, o motorista imprudente coloca também a vida de inocentes nessa situação. Somos o quinto país em número de óbitos em decorrência de acidentes, com os homens representando 80% do total, segundo a OMS. Em 2018, somente o seguro DPVAT pagou mais de 328 mil indenizações. Foram mais de 38 mil por morte, 228 mil por invalidez e 61 mil reembolsos de despesas médicas. O Brasil gasta cerca de 5% do PIB com acidentes de trânsito todos os anos (dados da Secretaria de Políticas de Previdência Social). Facilitar para o agravamento desses números é tudo que não precisamos, pelo contrário, precisamos de mais educação e mecanismos que contribuam para a derrubada desses vergonhosos índices


Além do custo financeiro, existe um outro impagável: o da vida. Nada substitui a perda de uma vida. Muito foi feito nas últimas décadas para tornar o trânsito mais humano e consciente e vemos como grande retrocesso a adoção de medidas que além de não trazerem nenhum benefício prático, tem o potencial de gerar ainda mais dor, sofrimento e gastos públicos.


Não por acaso, nosso Sindicato é um dos apoiadores da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga, por acreditar que a educação e a prevenção são fundamentais para que se tenha um trânsito mais humano, evitando que se percam mais Thiagos, Paulas, Anas, Júlios ...





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