2 de janeiro de 2015
Projeção indica que as seguradoras movimentarão no ano mais de R$ 87 bilhões, crescimento de 10,5% sobre 2014. No segmento de pessoas, a expansão estimada é de 8,7%, aos R$ 32,9 bilhões
Omercado de previdência complementar aberta e vida espera movimentar neste 2015 receita de ordem de R$ 120,118 bilhões, 10% acima dos estimados R$ 109,198 bilhões captados em 2014, segundo projeções da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg). A estimativa é que os planos previdenciários (de acumulação) girem R$ 87,208 bilhões no atual exercício, alta de 10,5%, ligeiramente abaixo dos 11% previstos para 2014. Já os planos de riscos (seguros de pessoas) devem faturar R$ 32,910 bilhões, incremento de 8,7%, 2,8 pontos percentuais acima do estimado para 2014 (5,9%). Os cálculos tendem a ser reavaliados de acordo com a evolução da economia brasileira ao longo do ano.
Otimista, o presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi); Osvaldo do Nascimento, acredita que o setor será beneficiado com a volta à normalidade dos mercados financeiros, a partir da indicação da nova equipe econômica e da reafirmação dos compromissos com a transparência e cumprimento das metas. “Previsibilidade é algo relevante para investimentos de longo prazo, como a previdência, para definir estratégias vencedoras”, disse ele em evento realizado em São Paulo.
Além de vislumbrar reflexos positivos para a previdência complementar aberta, em virtude da transparência e previsibilidade que a nova equipe econômica deve imprimir ao País, Nascimento assinalou que, a após a recuperação do segmento, ocorrida principalmente a partir de junho passado, uma das prioridades tem sido a tipificação de produtos, que será mais estimulada este ano. “A ideia básica é que a pessoa escolha produtos específicos, como, por exemplo, um PGBL lastreado em notas do Tesouro Nacional com vencimento em 2030”, exemplificou.
Realizado
A produção real do segmento, até outubro passado, de acordo com as últimas estatísticas disponíveis, atingiu R$ 64,2 bilhões em contribuições à previdência privada aberta, expansão de 10,3% sobre igual período de 2013. Nos seguros de pessoas, a receita alcançou e R$ 22,5 bilhões, avanço de 5,8%.
Segundo os dados da Fenaprevi, as contribuições para planos previdenciários individuais totalizaram R$ 56 bilhões no acumulado em dez meses, registrando alta de 9,1% na comparação com os R$ 51,4 bilhões em igual período em 2013. Já o total de recursos destinados a planos para menores de idade cresceu 11,7%, aos R$ 1,6 bilhão. Os planos empresariais, por sua vez, captaram R$ 6,6 bilhões, 21,9% superior aos R$ 5,4 bilhões contabilizados de janeiro a outubro do exercício anterior.
Com o desempenho dos planos abertos de caráter previdenciário em outubro passado, a carteira de investimentos fechou o mês com R$ 424,3 bilhões, expansão de 16,3% em relação a outubro de 2013. Na análise por tipo de produto, a carteira de investimentos do VGBL passou de R$ 234,1 bilhões para R$ 285,9 bilhões, crescimento de 22,1%. Já a carteira do PGBL subiu de R$ 78,7 bilhões em outubro de 2013 para R$ 88 bilhões em outubro de 2014, incremento de 11,8%. Já os investimentos dos planos tradicionais atingiram R$ 49,9 bilhões, queda de 3,5% ante os R$ 51,7 bilhões registrados em outubro de 2013.
Na carteira de pessoas, o levantamento da Fenaprevi indica que o seguro de viagem foi o que mais cresceu até outubro passado, com receita de R$ 123,5 milhões, 43,4% acima dos R$ 86,1 milhões cravados em igual período de 2013. O dotal misto também registrou ótima performance ao crescer 21,8%, para R$ 1,2 bilhão, contra R$ 1 bilhão de um ano antes.
Embora ainda tímida, a produção dos microsseguros de pessoas, que em 2013 era nula, começou a avançar em 2014, com receita de R$ 73,7 milhões até outubro. A cobertura de doenças graves foi outra que com bom desempenho no ano passado. A receita evoluiu 17,9% até outubro, para R$ 437,4 milhões, situando-se em R$ 66,4 milhões acima da captada nos dez primeiros meses do exercício anterior.
A principal cobertura do segmento de pessoas – a de vida –, cresceu apenas 1% de janeiro a outubro de 2014, chegando a R$ 9,1 bilhões, apenas R$ 93,6 milhões a mais do que em idêntico período do ano anterior. Outro importante seguro, o de acidentes pessoais, obteve expansão de 5,1%, aos R$ 4,2 bilhões. O seguro prestamistas, por sua vez, faturou R$ 6,3 bilhões, alta de 8,5% sobre os R$ 5,8 bilhões captados até outubro de 2013.
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