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Seguro não cobre imóveis não regularizados nos casos de alagamentos

Os danos causados a imóveis pelas fortes chuvas registradas no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo ...



4 de março de 2020

Os danos causados a imóveis pelas fortes chuvas registradas no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo nos últimos dias não podem ser cobertos pelo seguro se as residências não forem devidamente regularizadas. O alerta é do consultor Sergio Ricardo. “Infelizmente, seguro não é para todos. Só podem ser contratados quando os imóveis estão regularizados, o que significa dizer que não são possíveis para residências edificadas em áreas notoriamente de risco, embargadas pelo poder público, sem registro do imóvel ou no IPTU e em locais onde sinistros não são acidentais (são esperados); que é o que vemos em muitos casos, nessas catástrofes”.


Segundo ele, esses registros são “tragédias praticamente anunciadas”, porque governos entram e saem, mas muito pouco se faz para prevenir catástrofes. “Este ano, cidades como São Paulo, Belo Horizonte e agora, o Rio de Janeiro, sofreram bastante com eventos climáticos, com perdas significativas para as famílias, inclusive de vidas humanas”, lamenta o consultor.


Ele destaca ainda que, mesmo nos casos das residências afetadas que poderiam ter cobertura securitária, muitos proprietários ou locatários não têm a cultura de seguro, por desconhecimento ou por contarem com a providência divina e assim acabam sem acesso às indenizações que poderiam minimizar as perdas. “Por essa razão, os corretores de seguros têm também a função social de oferecer o seguro residencial a todos os seus clientes e não clientes. Porque é assim que as pessoas criam consciência em relação à necessidade do seguro”, acrescenta.


Por fim, Sérgio Ricardo lembra que o seguro residencial evoluiu em coberturas e serviços ao longo dos anos, mas ainda é muito barato e, portanto, acessível a todos. Ele cita a contratação all risks, incluindo necessariamente as coberturas de incêndio, explosão, desmoronamento e alagamento/inundação (as demais seriam facultativas); como um “gap que o mercado de seguros precisa desenvolver e seria uma grande novidade que as seguradoras poderiam oferecer”.





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