Brasil ocupa o 8º lugar entre os que têm o maior potencial para o mercado de seguros, já que apenas 30% da frota está segurada, 15% das residências, 10% das PMEs e 8% da população possui seguro de pessoas.
Em coletiva à imprensa, no dia 1º de setembro, Fernando Pérez-Serrabona, CEO da Mapfre Brasil, e Luis Gutiérrez, CEO da Mapfre Seguros, apresentaram os resultados da companhia do primeiro semestre e as perspectivas para o mercado de seguros.
“O Brasil é a segunda maior operação da Mapfre, representando 20% do faturamento global. No primeiro semestre, o lucro líquido foi de R$ 334 milhões, com um crescimento de 58% em relação a igual período de 2019”, expôs Fernando Pérez-Serrabona.
Pelo Índice Global de Seguros Potenciais (GIP); feito pelo Serviço de Estudos da Mapfre, entre 96 países avaliados, o Brasil ocupa o 8º lugar entre os que têm o maior potencial para o mercado de seguros. “O mercado brasileiro poderia ser 2,6 vezes maior do que o atual”, afirmou Serrabona, citando que apenas 30% da frota está segurada, 15% das residências, 10% das PMEs têm alguma proteção e o seguro de pessoas abrange apenas 8% da população.
Segundo ele, a potencialidade é enorme, e apenas com base no mês de junho, ele mencionou os dados da Susep, cujo crescimento do o mercado foi de 5,9% em junho em relação a junho de 2019, somando R$ 23,35 bilhões em receitas. “Porém, a pandemia continua e ainda há grandes dúvidas em relação à economia e os impactos que ela terá no mercado de seguros”, ponderou.
Desempenho e retomada
Luis Gutiérrez comentou que a pandemia ampliou o foco nas empresas em tecnologia e inovação, a exemplo da telemedicina, da vistoria e perícia digitais, na capacitação on-line dos prestadores de serviços, na ampliação das atividades profissionais cobertas no seguro residencial e na interface única para mobile e web. “A pandemia não foi um agente de inovação, mas sim, de aceleração digital”.
Atualmente na Mapfre Brasil, cerca de 50% dos acionamentos são realizados via chat, 45% por e-mail e 5% por telefone. No primeiro semestre, a companhia cresceu 0,2%, em comparação a igual período de 2019, com R$ 8,93 bilhões em prêmios emitidos. “Foram R$ 4,5 bilhões em seguros gerais, R$ 1,38 bilhão em vida e R$ 1,4 bilhão em automóveis. Teve uma queda importante em automóvel, de 36%, e queda também em seguros massificados, que estão atrelados às vendas de veículos e de varejistas. Em seguros agrícolas continuamos crescendo, também nos empresariais e em residencial (+ 29%)”.
Para o segundo semestre, que historicamente é melhor que o primeiro, em especial nesse, disse Gutiérrez: “nós teremos uma demanda reprimida por conta da pandemia e também um incremento da procura de seguros. Muitos brasileiros deixaram de se sentir imunes e super heróis, e a procura por seguros cresceu. Com os corretores, poderemos ter um incremento no segundo semestre, mas também teremos que estar acompanhando a economia”.
Para o executivo, cada vez mais o corretor tem que ter um papel consultivo, oferecendo soluções de acordo com o perfil do cliente. “Também é preciso simplificar o atendimento do mercado tornando a linguagem mais acessível e mostrando ao consumidor a relevância do seguro, que deve ser visto como um elemento importante de segurança social, na medida em que garante a manutenção da renda, dos estudos e da continuidade dos negócios”.
Para Gutiérrez, não há dúvidas de que o Brasil é um país cheio de oportunidades. “Temos muito a fazer e muito a ganhar para que os brasileiros tenham o seu sonho tranquilo. Com a covid-19, nós aprendemos a ser flexíveis e a nos adaptarmos às mudanças, e elas serão mais frequentes”.
Após um período 100% de home office, desde o dia 1º de junho, a Mapfre Brasil iniciou a retomada, 79% das 75 sucursais foram reabertas e 35% dos colaboradores já estão nos escritórios, principalmente de atividades prioritárias: atendimento presencial aos clientes, Posto de Atendimento Rápido Especializado (PARE) e do call center.
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