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Hábitos não saudáveis matam prematuramente 16 milhões anualmente no mundo

Relatório da OMS destaca necessidade de interromper “desastre de saúde pública”De acordo com relatório da ...



Geral
22 de janeiro de 2015

Relatório da OMS destaca necessidade de interromper “desastre de saúde pública”

De acordo com relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre prevenção e gerenciamento de doenças crônicas, divulgado em 19 de janeiro, as doenças relacionadas ao estilo de vida, como diabetes e alguns tipos de câncer, matam cerca de 16 milhões de pessoas prematuramente a cada ano, necessitando de ações para interromper o que chamou de “desastre de saúde pública”.

Hábitos não saudáveis como o tabagismo, abuso do álcool e consumo de muita gordura, sal e açúcar deram início a uma epidemia de doenças que, juntas, constituem a maior causa de mortes no mundo, muito maior que qualquer outra epidemia conhecida pelo homem, afirmou Shanthi Mendis, o organizador do relatório da OMS.

Somente o Tabaco é responsável pela morte prematura de 6 milhões de pessoas anualmente, enquanto o abuso do álcool é responsável por 3,3 milhões; o sedentarismo, por 3,2 milhões; e o consumo de sal, por 1,7 milhões de mortes.

Na verdade, as doenças crônicas, nos cálculos da Organização, mataram 38 milhões de pessoas em 2012, mas, destes, 16 milhões tinham menos de 70 anos, sendo consideradas mortes prematuras, ocorridas, principalmente, em países pobres ou em desenvolvimento, que poderiam ter sido evitadas com investimentos não muito altos.

De acordo com o relatório, milhões de vidas ainda podem ser salvas se, nas próximas décadas, o mundo investir cerca de um a três dólares por pessoa ao ano na promoção de hábitos saudáveis.
O relatório ainda destaca que medidas como o banimento da propaganda de cigarro e bebidas alcoólicas e o aumento do imposto sobre alimentos e bebidas com altas doses de sal e cafeína têm surtido efeitos positivos nos países onde são aplicadas, como é o caso da Turquia, que proibiu a propaganda do tabaco e aumentou seu preço, obtendo uma redução de 13,4% das mortes desde 2008. Outro exemplo de sucesso é a Hungria, que com o aumento dos impostos sobre alimentos não saudáveis reduziu em 27% o consumo de junk food.

Quando as pessoas caem doentes e morrem durante o período mais produtivo da vida, não só os sistemas de saúde são impactados, mas toda a economia, afirma o relatório, que estimou em U$7 trilhões o impacto na economia global na próxima década, se nada for feito.





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