Colocada em consulta pública nesta terça-feira, 04/05, a proposta de circular que flexibiliza e simplifica os seguros de automóveis no Brasil vai facilitar o acesso ao seguro e o desenvolvimento do setor. A afirmação é da superintendente da Susep, Solange Vieira, segundo a qual essa flexibilização trará um “forte impacto” em termos de desenvolvimento de negócios e de inovação: “A medida propiciará muitas oportunidades para o mercado e, principalmente, para novos consumidores do seguro, como aqueles que não são proprietários do veículo, mas precisam do seguro como instrumento de trabalho – motoristas de aplicativos e locadores, por exemplo”, assegura Solange Vieira em comunicado publicado pela autarquia em seu site, nesta terça-feira (04/05).
Ela acrescenta que, em linhas gerais, o objetivo é oferecer mais acesso e possibilidade de escolhas, “dando mais poder para o consumidor e desenvolvendo o mercado”.
Igualmente entusiasmado com o potencial oferecido pelas mudanças propostas, o diretor da Susep, Rafael Scherre, aponta como importante novidade a livre combinação de coberturas, tanto típicas do segmento automóvel quanto de outras linhas de negócio.
Ele cita ainda a opção de oferta de coberturas parciais de casco e a exclusão de limite para caracterização de indenização integral, permitindo maior diversificação de produtos e preços, atendendo às necessidades e preferências de diferentes consumidores: “Esperamos um crescimento significativo do mercado nos próximos anos, com ampliação de cobertura, inclusão e principalmente inovação. E a partir de agora as bases para um ambiente favorável à competição e novos negócios, com menos restrições regulatórias, estão lançadas”, projeta Rafael Scherre.
Por sua vez, a coordenadora-geral de Seguros Massificados, Pessoas e Previdência da Susep, Mariana Arozo, destaca que o consumidor também poderá contratar coberturas de responsabilidade civil facultativa e acidentes pessoais de passageiros vinculadas ao condutor: Segundo ela, ao trazer grande flexibilidade em relação às regras atuais, a proposta facilita o desenvolvimento de novos produtos e atrairá mais segurados. “Comparando com os números da OCDE, esse é um mercado com potencial para dobrar de tamanho”, revela a técnica da Susep, citando o fato de a penetração do mercado de seguros de automóvel no Brasil ser de apenas 0,53% do PIB, o que representa a metade da média apurada nos países membros da OCDE (Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico).
Ainda de acordo com a Susep, o ramo auto gerou expressiva receita em 2020, da ordem de R$ 35 bilhões. Contudo, apenas 16% da frota de veículos no Brasil tinha cobertura de seguros em 2019. Mesmo considerando a frota com idade de até 10 anos, esse percentual não supera 33%.
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