O CEO da HDI Seguros, Murilo Riedel, o corretor Amilcar Vianna, da Prudente Corretagem de Seguros, conversaram com o professor da Escola de Negócios e Seguros, Nivaldo Santos, no terceiro encontro sobre “Inovação no Setor de Seguros – Experiência de Mercado”.
O encontro é um evento virtual que consiste em uma série de live para marcar os 50 anos da ENS. Na abertura, o diretor geral da Escola, Tarcísio Godoy, destacou a inovação dos tempos atuais e o novo conjunto de regras. “Queremos mostrar ao corretor, de forma objetiva, o que tem sido feito e observado de inovação, na prática. O que cada um percebe como sendo de fato inovador neste setor”, ressaltou.
Murilo Riedel falou da aceleração das mudanças em todos os setores, inclusive no de seguros, e como os hábitos de consumo alteraram. “As mudanças são visíveis e não vão parar. A aceleração é brutal e a pandemia foi um vetor acelerador da inovação. O nosso desafio é entender o que virá pela frente”, disse.
Para o executivo, o corretor é uma ferramenta tradicional e fundamental já que o esforço comercial de um corretor é grande. “A receita de seguros no Brasil é facultativa porque o país tem poucos seguros obrigatórios”, afirmou.
Amilcar Vianna enfatizou que não aceitar a utilização das novas tecnologias para promover a mudança nos relacionamentos com os clientes é não estimular um mercado com baixo nível de penetração, como o de seguros. “Não tem sentido temer a inovação. É preciso se adequar às novas tecnologias, especialmente no nosso mercado, onde há muito a ser explorado já que o nível de penetração dos seguros no Brasil, que ainda é muito baixo”.
Para Amilcar, o fato do mercado de seguros brasileiro ser tradicional não significa que não possa ser inovador. “Dentro da área de tecnologia e inovação temos de fazer uma mescla. Acho que certas inovações não vão prosperar e outras serão necessárias”, analisou.
Para Murilo Riedel, a Susep está atenta e tem se dedicado a dar condições para que o mercado se desenvolva. Para ele, o sandbox vai ajudar no aspecto da rapidez. Sobre o open insurance, o executivo diz ter uma posição cuidadosa.
“A seguradora ajuda o corretor a vender e o corretor se especializa na venda e em conhecer o cliente. A variável mais importante é a capacidade de reter clientes tanto para corretores quanto para uma seguradora. Cada cliente é propriedade intelectual dos corretores. Isso tem um valor grande e o mercado reconhece esse valor. O Open insurance abre esse grande ativo se o segurado autorizar. É preciso cuidado”, ponderou.
VEJA TAMBÉM
Iniciativa reuniu mulheres para discutir investimentos, formação de patrimônio, previdência e proteção fin ...
Última prova do ano será realizada no dia 29 de novembro, no Complexo Turístico da Ponta Negra, às margens ...
Palestra promovida pela SulAmérica reuniu mulheres na sede do SindsegSC para falar sobre saúde.






