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Falta de educação financeira impede avanço da previdência privada no país

Apesar de ter apresentado crescimento nos últimos anos, a previdência privada ainda encontra dificuldades ...



20 de dezembro de 2022

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Apesar de ter apresentado crescimento nos últimos anos, a previdência privada ainda encontra dificuldades para a popularização no Brasil. O principal motivo para isso é a falta de conhecimento das pessoas sobre os benefícios do produto, segundo Thiago Nigro, do canal O Primo Rico. “O investidor vê com ótimos olhos, mas a maioria dos brasileiros ainda não olha para a previdência. Quem já é investidor tem uma visão um pouco mais apurada sob a definição do que é um produto de investimento, o que é o benefício tributário, o que é a economia de imposto no longo prazo e o poder dos juros compostos”, afirmou em participação no Encontro de Gestores, promovido pela Icatu.


A Icatu acabou de atingir R$ 50 bilhões em previdência privada em uma indústria que ultrapassou um trilhão de reais e segue crescendo mesmo com o aumento de resgates, insegurança econômica e política. A empresa segue realizando investimentos em tecnologia e segue lançando novos fundos, o que permite que o cliente encontre a solução mais adequada para o perfil de investidor e de objetivo. “Recomendamos que o cliente sempre faça seu check up financeiro e avalie se sua carteira está aderente aos objetivos e momento de vida”, destacou o CEO da companhia, Luciano Snel.


Na avaliação de Nigro, muitas pessoas ainda olham para a previdência privada como algo ultrapassado, velho e jurássico. Isso se deve, em grande parte, ao fato de que existiam poucos bons produtos até recentemente. “Vejo como algo menos restritivo e mais libertador. Previdência tem a ver com prosperidade, benefícios, com você tomar decisões inteligentes que poucas pessoas estão tomando e usar sacadas para economizar imposto, o que poucas pessoas sabem”, disse. Mas para que isso aconteça, é preciso ter em mente que o investimento é de longo prazo.


“Longo prazo é o tempo suficiente para que os choques de curto prazo se dissipem e o resultado daquela estratégia amadureça. Para a previdência, o melhor é um prazo de 8 anos em função do IR. Acima de 10 é a perfeita otimização tributária que pode exister”, explicou Victor Oliveira, head de Alocação da Gestora Grão. Para ele, a dificuldade maior não está em fazer o cliente comprar o fundo que está atrelado ao plano, mas sim entender os benefícios daquele plano de previdência e de superar os prazeres momentâneos.





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