O mercado de planos de saúde deve alcançar um número recorde de usuários até o fim de 2023. Serão ao todo 51,5 milhões de pessoas com convênios médicos no país, porém mesmo com a alta, o ano deve ser de aperto para todo o setor de saúde. No acumulado dos nove meses de 2022, as operadoras de convênios médicos tiveram prejuízo líquido de R$ 3,4 bilhões. As informações são do site Valor Econômico.
Presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abrange); Renato Casarotti acredita que as operadoras só voltarão a ser rentáveis em 2024. “Neste ano, esperamos que haja uma estabilização da queda, uma vez que o reajuste de 2022 foi positivo, e não negativo como em 2021”, disse.
Mesmo diante do crescimento de consumidores, um dos motivos para o baixo desempenho do setor é o tíquete menor dos produtos adquiridos mais recentemente, que não têm compensado os elevados custos médicos.
Conforme as projeções de Citi e BTG, neste ano, o reajuste dos planos individuais, que serve de referência para as demais modalidades, deve ficar em torno de 10%. O Citi questiona se o percentual será suficiente para cobrir os gastos de 2022.
“As operadoras de planos de saúde estão sob pressão. Para lidar com a situação, estão aumentando as glosas, alongando os prazos de pagamento e ajustando os preços abaixo da inflação. As medidas afetam a receita, as margens e o ciclo de conversão de caixa dos prestadores de serviço”, diz relatório da XP.
Analistas que acompanham o setor reduziram as expectativas de crescimento para praticamente todas as companhias de saúde listadas na B3. O preço-alvo projetado para este ano de 10 das 11 companhias ligadas a planos de saúde, hospitais e medicina diagnóstica sofreu redução. A exceção foi a OdontoPrev, que atua num segmento de baixa sinistralidade.
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