16 de março de 2015
Os órgãos de defesa do consumidor alertam que a contratação de seguros para smartphones e outros aparelhos exige muita atenção do consumidor. Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste — Associação de Consumidores, destaca que é preciso ter certeza sobre as regras da cobertura do seguro. As operadoras cobram pela cobertura valores que variam de R$ 5,99 a R$ 159, de acordo com o modelo de celular e a cobertura oferecida:
— As empresas não cobrem furtos simples, quando a subtração é feita sem o rompimento de obstáculos. Por exemplo, um usuário deixa o smartphone em cima do balcão de uma loja e, sem que ele note, alguém o leva. As seguradoras acham que isso decorre de descuido do cliente, o que nem sempre é verdade.
Ela lembra que a necessidade de adquirir o serviço deve ser avaliada caso a caso.
— Para quem expõe muito o celular em lugares públicos, o seguro pode ser uma boa alternativa. Clientes de planos pós-pago costumam participar de programas de bonificação. Dependendo do bônus, o usuário pode conseguir um aparelho semelhante a um preço baixo — explicou.
A franquia é outro aspecto importante, já que se refere ao percentual que o consumidor vai desembolsar se precisar de um aparelho novo. A taxa vai de 10% a 25%, mas cada empresa determina que preço é usado no cálculo: valor registrado em nota fiscal ou de alguma tabela própria da seguradora ou operadora. A Oi , por exemplo, considera como parâmetro o valor do aparelho no pré-pago da operadora, mesmo que o smartphone tenha sido adquirido em outro local.
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