O Projeto Celular Legal, lançado pelo governo Lula semana passada, pode ajudar a reduzir os custos das seguradoras com o pagamento de indenizaçoes tanto do seguro celular como também do seguro PIX. “É um importante avanço é muito necessário para os brasileiros, visto o alto índice de roubos e furtos de aparelhos eletrônicos registrados no Brasil. Prova disto, é que o seguro de “Roubo, Furto e Quebra Acidental de Portáteis” está entre os cinco mais relevantes na carteira da BNP Paribas Cardif”, comenta Marcel Dorf, diretor executivo comercial, marketing e digital da BNP Paribas Cardif, em entrevista ao Sonho Seguro.
“Somos favoráveis a qualquer iniciativa que diminua a violência no País. Se a plataforma que o Governo lançou for eficaz e levar à diminuição da frequência de sinistros para roubo e furto de celulares, o cliente poderá ser beneficiado, pois pagará cada vez menos por essa cobertura. Além disso, a partir do momento que temos opções que solucionem esse risco, as seguradoras trabalharão em projetos para atender às novas necessidades e trarão outras opções de seguros com mais valor agregado aos clientes”, acrescentou.
Mas cabe ressaltar que a cobertura para roubo e furto geralmente está atrelada a de quebra acidental, por conta disso, as chances de impacto são menores, já que o produto possui uma abrangência mais ampla e ainda muito necessária e acionada pelos nossos clientes.
Com relação ao seguro “Cartão e Conta Protegida”, que tem como uma das coberturas “Transações via aplicativo após perda, roubo ou furto do dispositivo móvel” incluindo PIX, ela tenderia a ter menos incidência, acredita Dorf. “Mas, o produto como um todo ainda se mantém muito necessário para proteger o cliente caso ele seja coagido a realizar transações, crime que, infelizmente, também é muito comum no Brasil”.
Caso haja um impacto significativo na queda do índice de roubo e furto, é possível que o preço do seguro também siga a mesma tendência. No entanto, é uma perspectiva que ainda precisa ser avaliada. “É difícil falar em redução ou aumento de valores em um cenário ainda hipotético. Vamos acompanhar a evolução dessa plataforma e os índices de acionamento das coberturas que possam ser influenciadas pelo aplicativo”, finaliza.
O problema de roubo de celular é tão grave, que exigiu a intervenção do governo federal no assunto. Foram quase 1 milhão de ocorrências de furtos e roubos de aparelhos, em 2022, um recorde histórico, 16% a mais que o ano anterior, de acordo com o 7º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Mas estima-se que o número é muito maior, uma vez que muitas pessoas realizam o boletim de ocorrência.
O estado que liderou a lista de mais roubos por 100 mil habitantes foi o Amazonas, com 1.015. No segundo lugar, o Distrito Federal com 1.008 roubos e furtos por 100 mil habitantes. A capital federal também teve uma das maiores altas de roubo, com avanço de 21% em comparação com 2021.
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