8 de abril de 2015
Orientação é que interessado sempre se informe antes sobre os custos em caso de sinistro
Com medo de serem vítimas de assaltantes, donos de smartphones em todo o Brasil começaram a recorrer ao seguro de celular. Porém, os custos do serviço precisam ser bem analisados pelos interessados antes de fechar o seguro.
As empresas exigem o pagamento de franquias que podem chegar a 28% do valor do aparelho e têm critérios rigorosos para arcar com as indenizações. Há casos em que os clientes ficam sem o ressarcimento (veja quadro comparativo abaixo).
A estudante Camila Vieira Damasceno leu o contrato antes de aceitar o seguro para o iPhone 5S, em novembro do ano passado. Porém, quando foi assaltada, soube que teria que desembolsar mais do que imaginava.
— No contrato do seguro, falava que a franquia era de 25% do valor do aparelho em uma tabela da Vivo, que eu não tive conhecimento até ser assaltada. Paguei R$ 2.000 no meu celular, mas quando fui descobrir, o valor dele na tabela da operadora, era R$ 2.800.
Para ter o aparelho de volta, a estudante teve que pagar mais de R$ 700. A mensalidade do seguro custava R$ 25. Além disso, a jovem teve outro problema.
— O meu aparelho era dourado e eles queriam me dar um preto. Falaram que só indenizam com tecnologia e não estética. No contrato, não tem nada falando sobre isso.
Camila teve que fazer uma queixa no site Reclame Aqui para que a empresa se dispusesse a entregá-la um aparelho dourado. Porém, todo esse processo já leva mais de duas semanas e sem previsão de quando ela terá o celular de volta.
Seguro de celular e carro podem custar o mesmo preço; saiba se vale a pena proteger seu aparelho
O gerente-técnico do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor); Carlos Thadeu de Oliveira, orienta que os interessados nos seguros para celular devem estar cientes de eventuais problemas.
— A reparação desse sinistro não é rápida. Se o consumidor entende que está fazendo isso com uma finalidade de não ter transtorno, eu acho que ele tem que pensar muito bem antes de fazer o seguro. Não tenho conhecimento de indenizações rápidas.
Antes do último assalto, Camila tinha outro seguro e também foi roubada. Naquela ocasião, a resposta da empresa demorou dois meses.
Avaliação de alguns seguros feita pela reportagem do R7 mostra que há casos em que a franquia somada ao valor pago pelo seguro chega a 45% do valor do aparelho. O gerente-técnico do Idec diz que o consumidor precisa colocar esses custos na balança.
O vice-presidente do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguro no Estado de São Paulo); Boris Ber, explica sobre a necessidade dessa coparticipação do cliente.
— A franquia é importante porque ela estimula o segurado a cuidar do bem. Se ele sabe que vai ter que participar também, ele vai ter mais cuidado. O seguro é feito para repor o bem e não para quem alguém tenha lucro.
Camila diz que pretende contratar um seguro para o celular novo. Mas já decidiu que vai procurar outra empresa.
— Por já ter sido roubada, eu não me arrependi do seguro, por mais que tenha sido caro. Mas eu não voltaria a fazer com a Vivo. Vou procurar outro seguro que atenda mais as minhas expectativas.
VEJA TAMBÉM
Iniciativa reuniu mulheres para discutir investimentos, formação de patrimônio, previdência e proteção fin ...
Última prova do ano será realizada no dia 29 de novembro, no Complexo Turístico da Ponta Negra, às margens ...
Palestra promovida pela SulAmérica reuniu mulheres na sede do SindsegSC para falar sobre saúde.






