16 de abril de 2015
Mais do que desafios e oportunidades, o mercado segurador e ressegurador precisa adotar as inovações que foram trazidas para o 4o. Encontro de Resseguros realizado nos dias 14 e 15 de abril, no Rio de Janeiro. Para o André Gregori, responsável pelas operações de seguros e de resseguros do grupo BTG Pactual, o principal desafio para o crescimento do setor é trazer produtos novos aos clientes. “O mercado segurador tem de inovar. Mais do que desafio, é preciso ter vontade para colocar esses produtos em prática”, defende.
Ele coordenou três painéis no evento. O primeiro sobre “Transferência de Risco através de Mercado de Capitais”, com palestra e debate de Craig Hupper e Rodrigo Botti, respectivamente. O segundo sobre Resseguro Paramétrico, com palestra de Florian Kummer (Swiss Re) e Rodrigo Protásio (JLT Re Brasil). E o terceiro abordou o Mundo do Resseguro Estruturado – Um Caso de Distribuição de Perda. O últimos painel abordou o Seguro D&O, modalidade que traz muitos pontos de discussão acerca das coberturas.
“O Brasil precisa de mais inovação do que temos tido. A transferência de riscos é muito usada no mundo todo, mas no Brasil a regulamentação ainda não permite que o mercado segurador transfira riscos para o mercado de capitais”, afirmou. Segundo Gregori, o tema já está na pauta da Susep, que aguarda das empresas interessadas um comprometimento com estudos para viabilizar uma regra adequada ao Brasil e assim poder trazer o mercado de capitais para dentro de seguros e resseguros.
“Os seguros paramétricos são tão importantes como a transferência de riscos para o mercado de capitais e acredito que o mercado segurador brasileiro dará um grande salto em inovação ao ofertar esses produtos para os clientes brasileiros”, afirma.
Para que seguradoras e resseguradoras possam transferir risco de seguros para o mercado de capitais é preciso mudanças na regulação do mercado pelos órgãos reguladores. “As regras da Susep só permitem que o resseguro seja contrato por uma seguradora ou que o ressegurador faça a retrocessão. No mercado mundial a transferência de risco tem um cadeia maior e se estende para o mercado de capitais, ampliando a pulverização do risco para outros segmentos e países”, explica. Segundo ele, a Susep está aberta à inovações, o que facilita o caminho dos executivos envolvidos em aprimorar os produtos e serviços aos clientes brasileiros.
Andre Gregori afirmou que o 4. Encontro de Resseguros foi um sucesso de público. “Temos aqui executivos de empresas destacadas no mundo, o que possibilita a troca de idéias e tornar o evento um motor de arranque de novidades. Cada ano o evento conta com um número maior de participantes e debates que agregam valor ao dia a dia do setor”, finalizou.
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