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'Quem paga a conta somos todos nós’: Afonso Coelho comenta impacto de fraudes no setor

Esquema nacional pode gerar prejuízo bilionário às seguradoras e impactar diretamente o bolso do consumidor



Seguro Gaúcho
9 de julho de 2025

Por 🏆 Seguro Gaúcho | Andréia Pires
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Uma investigação exclusiva do programa Fantástico, da Rede Globo, revelou, recentemente, a existência de um sofisticado esquema de fraudes contra o mercado de seguros no Brasil. Quadrilhas especializadas estariam forjando acidentes, furtos, roubos e até mortes para obter indenizações milionárias. De acordo com as apurações, apenas em Minas Gerais e São Paulo, foram identificados quase 30 boletins de ocorrência com indícios de irregularidade. Estima-se que o golpe possa gerar um prejuízo de até R$ 2 bilhões às seguradoras.

Diante da gravidade do caso, o presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros de Santa Catarina (Sincor SC), Afonso Coelho, fez um alerta sobre o impacto direto dessas fraudes não apenas para as companhias, mas principalmente para o consumidor honesto, que mantém seus seguros em dia.

“O princípio básico do seguro é o mutualismo, ou seja, muitos contratam a proteção de seus riscos, sejam eles para os bens materiais ou para a própria vida, garantindo o futuro dos dependentes ou a continuidade dos negócios. Quando nos deparamos com esquemas fortíssimos de fraude, duas consequências são imediatas: o encarecimento dos seguros e o endurecimento dos processos de análise dos sinistros”, destaca Afonso.

Segundo o presidente do Sincor SC, o valor dos seguros é diretamente influenciado pelos índices de sinistralidade e prêmios pagos. Quando ocorrem fraudes em larga escala, as seguradoras precisam reajustar os preços para manter o equilíbrio financeiro das carteiras. Além disso, o mercado recorre a ferramentas de controle e investigação, que muitas vezes não são bem compreendidas pelos segurados, mas são fundamentais para evitar prejuízos coletivos.

“Infelizmente, essas fraudes obrigam o setor a intensificar os processos de apuração, o que pode gerar desconfiança por parte do consumidor quando o sinistro legítimo passa por análises mais aprofundadas. Mas é importante compreender que essas medidas visam proteger o sistema como um todo”, reforça o presidente.

Afonso também chama atenção para a necessidade de uma atuação mais firme contra os fraudadores. Para ele, o mercado precisa ir além da simples negativa de sinistros fraudulentos, atuando para que os responsáveis sejam identificados e punidos.

O caso investigado pelo Fantástico revela a complexidade e a ousadia dos grupos criminosos. Segundo as reportagens, há envolvimento de peritos, policiais e falsificadores, o que torna o esquema ainda mais difícil de ser combatido. Especialistas do setor apontam que o trabalho conjunto entre seguradoras, corretoras, órgãos de segurança pública e a Justiça é fundamental para coibir esse tipo de crime.

Consumidor também precisa ficar atento

Além do impacto financeiro, o presidente do Sincor SC destaca que o consumidor deve estar atento a propostas “fáceis demais” ou ofertas suspeitas relacionadas a seguros. Denunciar irregularidades e buscar orientação junto a corretores habilitados são medidas fundamentais para preservar a credibilidade do setor e garantir a segurança dos contratos. “O seguro existe para proteger e trazer tranquilidade. Fraudes colocam esse equilíbrio em risco e, no final das contas, quem paga a conta somos todos nós”, conclui Coelho.





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