6 de maio de 2015
De janeiro a março, o lucro líquido alcançou R$ 230,9 milhões, uma alta de 51% ante o mesmo período do ano passado
O lucro da Porto Seguro cresceu no primeiro trimestre, ajudado pela evolução dos prêmios em seguros de automóveis e pelo resultado das aplicações financeiras. De janeiro a março, o lucro líquido alcançou R$ 230,9 milhões, uma alta de 51% ante o mesmo período do ano passado. Pelo critério de "business combination", que consolida os números das diversas marcas, o lucro subiu 52% e alcançou R$ 229 milhões.
As receitas totais cresceram 16%, para R$ 4,09 bilhões, enquanto os prêmios de seguros tiveram alta de 14% e atingiram R$ 3,32 bilhões. A companhia destacou que no segmento de automóvel da marca Azul e nos produtos residencial e empresarial da marca Porto, os prêmios evoluíram mais de 25%.
A frota total segurada atingiu 5,1 milhões de veículos, com incremento de 8%, e o número de residências atendidas chegou a 2,3 milhões, com alta de 23%. Em relatório, os analistas da Fator Corretora saudaram a forte expansão do resultado, mas ponderaram que o atual preço da ação já reflete premissas mais do que otimistas. "De acordo com nossas estimativas, mesmo se incorporarmos e perpetuarmos a melhora da taxa de sinistros do trimestre, ainda chegaríamos a um preço-alvo ao redor de R$ 33", apontaram. "Por ora, mantemos a recomendação \equal weight\, mas com significativo risco de baixa."
O destaque positivo, segundo a casa, foi a melhora de 3,5 pontos percentuais no índice de sinistralidade no ramo de automóveis, saindo de 60,5% no primeiro trimestre do ano passado para 57%.
A queda na sinistralidade, principalmente em automóvel e saúde, levou o índice combinado de seguros a ficar em 97,3%, ante 98,8% um ano antes. Esse indicador mede a eficiência operacional da seguradora e quanto menor, melhor.
O resultado financeiro também teve peso relevante no desempenho do trimestre, ao aumentar 30%, para R$ 272,1 milhões. A rentabilidade das aplicações foi de 2,98% (o equivalente a 106% do CDI); excluindo-se os recursos previdenciários.
Segundo a companhia, "a rentabilidade da carteira de aplicações financeiras foi favorecida pelos títulos indexados à inflação". Por outro lado, acrescentou, a desvalorização cambial, pressionou os CDS (credit default swap) e a curva de juros, gerando prejuízos às posições prefixadas. A carteira total somava R$ 9,7 bilhões.
VEJA TAMBÉM
Iniciativa reuniu mulheres para discutir investimentos, formação de patrimônio, previdência e proteção fin ...
Última prova do ano será realizada no dia 29 de novembro, no Complexo Turístico da Ponta Negra, às margens ...
Palestra promovida pela SulAmérica reuniu mulheres na sede do SindsegSC para falar sobre saúde.






