19 de maio de 2015
O presidente da Seguradora Líder, Ricardo Xavier, voltou a negar qualquer participação de funcionários da empresa no esquema da quadrilha que fraudava o DPVAT, desbaratada pela Polícia Federal em 13 de abril. Xavier, em entrevista coletiva realizada em Belo Horizonte no final da semana passada, desmentiu o envolvimento da Líder em fraudes, tal como o comunicado à imprensa divulgado logo em seguida à operação da PF, onde afirma não haver, entre os investigados, quaisquer indícios de envolvimento da seguradora nem de seus dirigentes.
Ao desencadear a operação \Tempo de Despertar\, como noticiado na edição nº 199 deste informativo, a PF cumpriu 229 mandados, sendo 41 de prisão, em 33 cidades mineiras e nos estados do Rio de Janeiro e Bahia. Segundo PF, integrantes da organização agiam dentro da Seguradora Líder, fraudando a concessão de benefícios.
Ricardo Xavier garante que nenhuma das pessoas denunciadas no processo tem uma relação de negócios diretamente ligada à Líder. "Temos conhecimento de que uma das pessoas investigadas é terceirizada de uma empresa de sindicância", argumenta, para em seguida emendar: "Estamos agora aguardando o desenrolar das investigações". E reafirma que não há nenhum indício, prova, nada material que indique a participação de qualquer pessoa da seguradora na fraude. Na estimativa inicial da polícia, o prejuízo causado pelos criminosos ao DPVAT vai a R$ 28 milhões.
A Líder alega ainda que desde 2010, vem apresentando às autoridades policiais denúncias contra empresas e pessoas envolvidas na prática de fraudes que atingem o DPVAT. Segundo ainda a seguradora, a recente operação da Polícia Federal, para coibir a prática de fraudes contra o seguro DPVAT, "vem dar consequência a esse esforço, dentro do qual se incluem as iniciativas da seguradora em Montes Claros (MG)".
"Por essas razões fica evidenciada a contradição: justamente a instituição que sistematicamente combate as fraudes em todo o País é apontada como interessada em promovê-las", sustenta a Líder em nota, para, em seguida, concluir, em crítica veemente: "Por tudo isso, devem ser repudiadas as declarações do delegado federal e do promotor de justiça local que, em entrevistas à imprensa, cometeram a imprudência de apontar, sem provas e sequer indícios, a Seguradora Líder DPVAT como envolvida no esquema fraudulento".
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