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Mapfre reúne corretores para debater impacto do El Niño no mercado de seguros

Companhia apresentou novidades em seguros residenciais, ampliou a capacidade para grandes riscos industria ...



Geral
27 de julho de 2026

Por Mapfre
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A previsão de um novo ciclo do El Niño e seus possíveis efeitos sobre diferentes setores da economia esteve no centro de um encontro promovido pela seguradora Mapfre em São Paulo. O evento reuniu especialistas em meteorologia, executivos da seguradora, equipes técnicas e corretores para discutir como o aumento da frequência de eventos climáticos extremos vem alterando o mercado de seguros e quais estratégias podem contribuir para reduzir a exposição a perdas. 

O diretor territorial São Paulo da Mapfre, Leonardo Marins, destacou durante o encontro que as mudanças climáticas passaram a fazer parte da rotina do setor e influenciam decisões em diversas frentes do negócio. "Os eventos climáticos deixaram de ser uma preocupação pontual e passaram a influenciar decisões de negócio durante todo o ano. Reunir especialistas, equipes técnicas e nossos parceiros permite ampliar essa discussão e preparar o mercado para responder a cenários cada vez mais desafiadores", afirmou.

A palestra principal foi conduzida pelo climatologista e cofundador da MeteoIA, Daniel Perez, que apresentou uma análise sobre o comportamento esperado do El Niño em 2026, seus possíveis efeitos nas diferentes regiões do Brasil e os reflexos para atividades diretamente expostas às variações do clima, como agronegócio, infraestrutura e seguros. Segundo Perez, embora o fenômeno seja conhecido há décadas, seus impactos têm se tornado menos previsíveis. Ele lembrou que o ano de 2024 registrou recordes globais de temperatura e afirmou que o cenário projetado para o Brasil aponta contrastes regionais. Enquanto o Sul e parte do Sudeste enfrentam maior risco de chuvas intensas, o Centro-Oeste e a Amazônia convivem com períodos mais prolongados de seca. 

"Frear a natureza é fisicamente impossível. A saída prática que as empresas encontraram foi incorporar a meteorologia ao planejamento operacional. Com modelos analíticos, já é possível mobilizar peritos e reposicionar equipes de atendimento semanas antes de uma tempestade atingir determinada região", explicou o especialista. 

Mapfre amplia monitoramento climático

Na sequência, especialistas das áreas de seguro rural, agronegócios, grandes riscos e canal corretor da Mapfre participaram de um painel sobre os impactos desse cenário na subscrição de riscos, no atendimento aos clientes e na atuação dos corretores. Entre os temas abordados estiveram o uso de inteligência meteorológica na análise das carteiras, o monitoramento de regiões mais suscetíveis a eventos extremos e a disseminação de informações para apoiar produtores rurais e empresas na adoção de medidas preventivas. 

Para Fabio Damasceno, diretor de seguro rural da Mapfre, o acesso a informações climáticas mais precisas vem modificando a forma como as seguradoras acompanham suas operações. "Quanto maior a capacidade de compreender o comportamento do clima durante uma safra ou em uma determinada região, melhores são as condições para avaliar riscos, orientar os corretores e oferecer soluções compatíveis com a realidade de cada cliente", afirmou. 

Damasceno destacou que a companhia vem ampliando o uso de análises meteorológicas em parceria com a MeteoIA para acompanhar áreas seguradas e apoiar a tomada de decisões em diferentes linhas de negócios. Segundo ele, a iniciativa faz parte da estratégia de monitoramento de riscos climáticos adotada pela seguradora diante da maior incidência de eventos extremos registrada nos últimos anos. 

O executivo também anunciou que a Mapfre iniciará testes com um seguro paramétrico voltado inicialmente para a cultura do café. O modelo utiliza indicadores climáticos previamente definidos para agilizar o pagamento das indenizações e deverá ser expandido para outras culturas. A companhia também vem incorporando imagens de satélite na análise das propriedades rurais, ampliando a precisão na avaliação dos riscos. 

Impacto do El Niño no ambiente urbano 

Durante o encontro, a Mapfre apresentou ainda novidades em outras linhas de negócios. No seguro residencial, passou a seguradora oferecer cobertura para alagamentos em imóveis localizados no estado de São Paulo. Já na carteira de automóveis, permanecem cobertos danos causados por granizo, vendavais e calço hidráulico. Para o segmento de Grandes Riscos, a companhia informou manter capacidade para liderar operações corporativas com limites de até R$ 600 milhões por risco. 

Os participantes também discutiram o papel dos corretores na orientação aos clientes diante da maior instabilidade climática. Segundo os especialistas, a contratação de coberturas adequadas e medidas preventivas, como a manutenção periódica de estruturas e equipamentos, ajudam a reduzir os prejuízos causados por eventos climáticos severos.

Durante o debate, executivos da companhia lembraram que as enchentes registradas no Rio Grande do Sul mostraram o impacto financeiro dos eventos extremos e a baixa penetração do seguro no país. Segundo dados apresentados no encontro, apenas 6% do patrimônio atingido possuía cobertura securitária, o que mostra a necessidade de revisar periodicamente os limites das apólices e ampliar a cultura de gestão de riscos.





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