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Maisa Serra, 30 anos de seguro de Vida e Previdência: da saída do Banco do Brasil a um propósito de vida

Depois de 15 anos no banco, a corretora encontrou na Icatu o caminho para a área em que atua desde 1996.



Conteúdo Exclusivo 🏅
13 de outubro de 2026

Por Isabela Zampiron | Seguro Gaúcho
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Maisa Serra não planejou ser corretora. Depois de 15 anos no Banco do Brasil, pediu demissão e saiu em busca de uma atividade ligada à prestação de serviço. A Icatu, que na época recrutava profissionais para atuar com seguro e previdência, abriu a porta. Ela aceitou o convite e, segundo conta, "se apaixonou" pela área.

O primeiro cliente

A primeira venda aconteceu em janeiro de 1996 e Maisa lembra com entusiasmo, principalmente pelo resultado. O cliente, empresário de TI, continua segurado até hoje. Além da previdência e do seguro pessoal, a família dele também aderiu, e hoje todos os funcionários das empresas dele são clientes da corretora.

Falar de um tema que ninguém quer encarar

O maior desafio dos primeiros anos, e que ela reconhece persistir até hoje, foi mostrar a importância de ser previdente. Para Maisa, a maior parte da população brasileira não tem disciplina financeira e o problema se agrava quando o assunto são temas considerados tabu. A resposta, segundo ela, está em disciplina, constância e persistência. O resultado aparece em famílias protegidas, beneficiários com a vida transformada financeiramente e segurados que hoje mantêm independência e dignidade com renda complementar.

Referências e inspiração

Entre as influências de sua trajetória, ela cita César Saut, vice-presidente corporativo da Icatu Seguros e Milton Molina, aos quais ela chama de "verdadeiros papas" do mercado de vida e previdência. Mais tarde, ao assistir pessoalmente a uma palestra de Joe Jordan, diz ter tido a "certeza absoluta" do significado da profissão.

Um mercado que mudou

Maisa vê pontos positivos e negativos na evolução do setor. Entre os avanços, destaca o lançamento de soluções diferenciadas e inteligentes em seguros. Na previdência, as mudanças vieram principalmente na tributação e na adequação ao perfil de cada segurado. Do lado negativo, aponta a questão jurídica: reservas que antes eram consideradas de natureza alimentar passaram a ser tratadas como reserva financeira e podem ser penhoradas.

No entanto, o que mais a incomoda ainda é a ideia de que quem tem algum valor investido ou patrimônio não precisa de seguro e previdência. Para ela, os dois produtos são a melhor estratégia como ferramenta de sucessão patrimonial.

Propósito, não trabalho

Questionada sobre o momento mais marcante, Maisa não aponta um único episódio. Cita as inúmeras convenções de que participa, onde o reconhecimento profissional é "muito bom", mas diz que o mais marcante são os feedbacks de segurados agradecendo pelo trabalho. "Ser corretora especialista em seguros de vida e previdência para mim não é um trabalho, mas sim um propósito de vida", afirma.

Confiança e a analogia da água

Para construir relações duradouras, a receita é ter interesse verdadeiro em ajudar, estar disponível, responder rápido, falar sempre a verdade e usar todo o conhecimento para encontrar o que melhor atende a necessidade do cliente. Isso inclui acompanhar cada mudança na vida dele para reavaliar se o produto continua adequado.

Sobre o que o público ainda não enxerga no trabalho do corretor, Maisa lembra que ele é a interface entre a necessidade do cliente e a solução da seguradora. Como "ninguém acorda e diz que o dia está lindo para fazer um seguro de vida e previdência", cabe ao corretor especialista mostrar a importância de ser previdente. Sua analogia: ter seguro e previdência "é que nem tomar água: é importante, é necessário e é viável para todos nós". Sem o corretor, diz, dificilmente o segurado procura. Ela critica ainda as ofertas bancárias, que seguem metas e nem sempre atendem à necessidade do segurado, embora passem a impressão de que está tudo bem.

Conselho para quem começa

Maisa, que foi a primeira delegada do Sincor RS, conta que já tinha na época a pretensão de mostrar a importância desses benefícios na carteira dos corretores. Ela lembra que não é um produto que o cliente compra espontaneamente, como o seguro de carro: é preciso vender. Em compensação, cuidar da vida e do futuro do segurado é o mais importante. Segundo ela, "não adianta proteger os ovos de ouro e não proteger a galinha". E uma carteira de vida e previdência, por ser vitalícia, é o caminho para a independência financeira do corretor a longo prazo.





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