3 de setembro de 2015
São Paulo - O Comitê de Política Monetária do Banco Central anunciou hoje que vai deixar a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 14,25%.
É a primeira manutenção após sete aumentos seguidos, seis de meio ponto, o que sinaliza a continuidade do aperto monetário.
Com isso, a Selic permanece em seu maior patamar desde agosto de 2006 – mas na época, a trajetória era de queda (veja o histórico).
Por enquanto, o mercado espera que a taxa não seja mais modificada em 2015 e caia para 12% no ano que vem. Mas tudo pode mudar, considerando que o dólar fechou hoje em R$ 3,75, maior valor desde dezembro de 2002.
A ata será divulgada na próxima quinta-feira, 06 de agosto, e o próximo encontro está marcado para os dias 20 e 21 de outubro.
Cenário
Como a inflação de 2015 já estourou de longe o teto da meta definida pelo governo, o esforço do Banco Central neste momento é garantir uma convergência para o centro da meta no ano que vem.
A inflação do mês de agosto será divulgada na próxima quarta-feira, dia 09. A previsão do Focus é de IPCA em 9,28% este ano e 5,51% no ano que vem.
Quando o Copom aumenta os juros, encarece o crédito e estimula a poupança, o que faz com que a demanda seja contida e faça menos pressão sobre a atividade e os preços. Cortar os juros causa o efeito contrário.

Curva da Selic, a taxa básica de juros
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