11 de setembro de 2015
A perda do selo de grau de investimento do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) pode enxugar a capacidade do mercado de seguro brasileiro, na opinião do consultor André Gregori, ex-presidente da seguradora e da resseguradora do BTG Pactual. Sobre as ofertas inicias de ações (IPOs, na sigla em inglês) de players do segmento, como da Caixa Seguridade e do ressegurador IRB Brasil Re, ele afirma que o impacto pode ser para qualquer empresa que esteja na fila para abrir capital.
“É difícil ter IPO em um cenário com o País abaixo do investment grade em geral não só para players do mercado de seguro. Alguns investidores têm restrições em alocar recursos em países sem grau de investimento e a principal demanda vem de investidores internacionais”, lembra Gregori, à Agência Estado, acrescentando que o IRB pode ser beneficiado neste momento por ter capital local.
A crise no Brasil já tem refletido no desempenho do mercado de seguros acostumado a crescer dois dígitos nos últimos anos. De janeiro a junho, o setor cresceu um dígito, em termos reais. Sem descontar a inflação, conforme a Susep, a expansão foi de 12,1%, para R$ 86,2 bilhões em prêmios, conforme a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg); sem levar em conta o segmento de saúde. Para este ano, a Susep prevê expansão real de 6%.
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