16 de setembro de 2015
O mercado de seguro cibernético vai triplicar em tamanho para US$ 7,5 bilhões em prêmios anuais até 2020, mas isso poderá atrair competição de empresas como o Google se o setor não agir rapidamente para desenvolver novos produtos, afirmou a consultora PwC em estudo.
Seguradoras e resseguradoras estão cobrando preços altos por cobertura cibernética, colocando um teto sobre as potenciais perdas, o que tem dissuadido companhias de comprarem apólices que envolvam riscos digitais, disse a consultora PwC. Além disso, algumas seguradoras estão se mantendo fora do mercado, atentas aos riscos envolvidos. “Se o setor demorar muito, há o risco de que uma empresa concorrente possa entrar e controlar o mercado com cortes agressivos de preços ou oferecendo termos muito mais favoráveis”, disse a PwC.
Pessoas entre seus 20 e 30 anos estão mais propensas a confiarem em marcas como Google e Apple do que seguradoras convencionais, disse Paul Delbridge, sócio para a área de seguros da PwC. “Eu posso ver o Google sendo muito criativo”, disse Delbridge.
As companhias de tecnologia também podem estar melhor equipadas do que as seguradoras para precificar o risco cibernético, acrescentou. Um relatório da semana passada divulgado pela seguradora alemã Allianz afirmou que o mercado de seguro cibernético pode crescer para US$ 20 bilhões até 2025. “Existe uma tendência geral em direção a regimes com regras mais duras de proteção de dados, apoiada pela ameaça de multas significativas n evento de uma invasão de dados”, disse Nigel Pearson, responsável pela área de seguros com cláusulas que cobrem riscos digitais na Allianz Global Corporate & Specialty.
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