21 de setembro de 2015
Líder do programa da ONU destaca o papel de liderança do Brasil nos PSI
Em 14 de setembro, a CNseg realizou, em São Paulo, como pré-evento da 7ª Conseguro, a mesa redonda “O Seguro no Brasil em 2030: fortalecendo o seguro para o desenvolvimento sustentável”, contando, como moderador dos debates, com a participação do líder do programa de trabalho de Seguro e Investimento da iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP Fi); Buch Bacani.
Abaixo, a carta enviada por Buch aos participantes:
Caro colega,
Temos o prazer de compartilhar com vocês uma mensagem de vídeo especial de Christiana Figueres, Secretária Executiva da Convenção de Painéis das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC).
Sua mensagem aborda a indústria de seguros, a Conferência sobre Mudança Climática da ONU de 2015, realizada em Paris, e a transição para uma baixa emissão de carbono e economia resistente às alterações climáticas.
A mensagem da Srª Figueres foi apresentada na Mesa Redonda "O Seguro no Brasil em 2030: Fortalecendo o seguro para o desenvolvimento sustentável" na qual foi realizada em São Paulo, na última segunda-feira, dia 14 de setembro, sendo esta uma mensagem certamente relevante para a indústria global de seguros.
A Mesa Redonda foi co-organizada pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) e os Princípios para Iniciativa da Sustentabilidade em Seguros (PSI); UNEP FI. O encontro precedeu o sétimo evento Conseguro, realizando entre os dias 15 e 17 de setembro, o maior encontro de seguros no Brasil, onde eu ministrei o painel sobre riscos emergentes.
Mesa-Redonda – O Seguro no Brasil em 2030: Fortalecendo o seguro para o desenvolvimento sustentável (14 de Setembro, São Paulo)
A Mesa-Redonda sobre “O Seguro no Brasil em 2030” convocou líderes e executivos da indústria brasileira de seguros, incluindo seguradoras, resseguradoras e a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) - órgão regulador de seguros. Além destes, participaram: representantes dos principais stakeholders, como Banco Central do Brasil, Ministério do Meio Ambiente, a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN); a Bolsa de Valores do Brasil (BM&FBOVESPA); as organizações acadêmicas e a sociedade civil. Foi um primeiro passo no Brasil, em diversos meios.
A Mesa-Redonda realizada no Brasil procede à bem-sucedida Mesa-Redonda sobre “O Seguro Global em 2030”, co-organizada pela UNEP e pela Swiss Re, realizada maio passado.
Portanto, o Brasil é o primeiro país a trazer a "Visão do Seguro em 2030" para o nível nacional. A Mesa-Redonda foi um debate estratégico sobre como o Brasil pode aproveitar todo potencial que seu mercado de seguros possui, referente ao desenvolvimento sustentável e elaborar planos de ação, escalas e impactos até 2030 – a perspectiva das Metas de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas que serão adotados pelos governos neste mês.
Esta Visão do Seguro em 2030 é particularmente significante uma vez que o Brasil é o maior mercado de seguros da América Latina, com cerca de metade do volume de prêmios na região.
Desde quando o Diretor Executivo da UNEP, Achim Steiner, e líderes da indústria de seguros lançaram o PSI durante a Conferência de 2012 das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável no Rio de Janeiro (Rio + 20); o Brasil continua a ter um papel de liderança:
- O Brasil é o país com o maior número de membros signatários do PSI.
- Como um quadro de sustentabilidade global, os PSI tornaram-se parte dos critérios da indústria de seguros, relacionado ao Índice de Sustentabilidade Empresarial da BM&FBOVESPA do Brasil.
- Através da liderança da CNSeg e empresas brasileiras signatárias dos PSI, o país é o primeiro a estabelecer metas ambientais, sociais e de governanças à escala do mercado com base nos Princípios, e o primeiro país a conduzir uma pesquisa sobre sustentabilidade da sua indústria de seguros.
- A CNSeg criou uma Comissão de Sustentabilidade, que promove a implementação dos PSI no mercado de seguros brasileiro e, em breve, partilhará as inovações e a experiências dos PSI com outros países da América Latina, como a Colômbia.
- A Confederação também promoveu iniciativas dos PSI como objetivos e atividades para os órgãos regionais do mercado de seguros, tais como a Federação Interamericana de Associações de Seguros (FIDES); que abrange todas as associações nacionais de seguros na América Latina.
Os principais resultados da Mesa-Redonda sobre O Seguro no Brasil em 2030 serão apresentados em um relatório de sintetizado, no qual incluirá os próximos passos da jornada nacional e internacional do seguro sustentável do Brasil.
Além disso, a CNSeg publicará em breve, dois importantes relatórios – um estudo de materialidade das questões de sustentabilidade em toda a cadeia de valor da indústria de seguros no Brasil e uma estratégia de engajamento dos stakeholders sobre questões de sustentabilidade.
***
Em apenas alguns anos, o Brasil tornou-se um exemplo brilhante de compromisso, implementação e colaboração com os PSI. O país mostrou como um mercado de seguros pode abraçar os Princípios e transformá-los em prática.
Elogiamos a liderança inspiradora de membros brasileiros dos PSI e os principais stakeholders pelos seus esforços individuais e coletivos a fim de reforçar a contribuição do setor de seguros para o desenvolvimento sustentável.
Com grande estima,
Butch
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