24 de setembro de 2015
O Banco Central calcula que a economia brasileira encolha 2,7% e que a inflação chegue a 9,5% neste ano, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (24) no Relatório Trimestral de Inflação.
As projeções pioraram em relação ao relatório anterior, divulgado em junho, quando o BC falava em encolhimento de 1,1% e alta de preços de 9%.
Para o ano que vem, porém, o BC ainda estima que a inflação fique abaixo do teto da meta do governo, mas piorou a projeção de alta dos preços de 4,8% para 5,3%.
O objetivo do governo é manter a inflação em 4,5% ao ano, mas com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo (na prática, variando entre 2,5% e 6,5%).
O banco diz que a inflação mais alta reflete o "realinhamento dos preços domésticos em relação aos internacionais e dos preços administrados", aqueles que são controlados pelo governo, como gasolina e luz, como consequência do ajuste das contas públicas.
Afirma, também, que tem se esforçado para tentar manter a inflação alta apenas neste ano e impedir que ela permaneça elevada por períodos mais longos.
BC vê dólar a R$ 3,90 no fim deste ano
Para o dólar, o BC estima o valor de R$ 3,90 no final de 2015. Para a taxa básica de juros (Selic); projeta manutenção no valor atual, de 14,25%.
Sobre a moeda norte-americana, o BC diz que não há sinais de que a moeda vai inverter o movimento e começar a cair. O dólar atingiu níveis históricos nesta semana, com cotações acima de R$ 4.
Mercado vê inflação de 8,12%
A previsão do Banco Central para a inflação se aproximou das projeções do mercado, consolidadas no boletim Focus, que é divulgado toda semana.
A última previsão dos analistas foi de inflação a 9,34%, e queda de 2,7% para o PIB.
(Com Reuters)
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