13 de outubro de 2015
"A Susep precisa fiscalizar com mais eficiência o mercado de seguros brasileiro para não comprometer seu crescimento", esta afirmação foi feita pelo presidente da Fenacor, Armando Vergilio, em talkshow, realizado na tarde desta sexta-feira, no 19º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, em Foz do Iguaçu.
Para o presidente da Fenacor, é preciso repensar o papel do órgão regulador do mercado de seguros brasileiro. "Muito se fala sobre expansão e muitas propostas são analisadas. Uma delas é a criação da figura do agente de seguros, uma espécie de intermediário que aumentaria as vendas. A Susep necessita hoje de mais força. Como o órgão deseja aumentar o número de profissionais e empresas fiscalizadas se não consegue dar conta do que existe hoje? ; analisa Armando, citando uma das propostas da entidade.
Outras observações feitas pelo presidente da Fenacor quanto à atuação da Susep se referem à criação de seguros populares e da carteira de identificação profissional dos corretores. Estes são projetos antigos do setor e sem retorno, estando ainda sob avaliação da Superintendência. "Há crise e oportunidades. Mas o mercado não pode ficar preso a debates que não vão acrescentar ações positivas aos negócios, como a autorregulação, e perder projetos que o fortaleçam, como a carteira do corretor", comenta.
Secretário executivo do Ministério da Fazenda defende educação financeira
No mesmo talkshow, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Tarcisio Godoy afirmou que o brasileiro precisa focar em educação financeira para prospectar o futuro e o crescimento. O setor de seguros, nesta perspectiva, atua como educador: "Quando sabemos ganhar e gastar, o caminho do crescimento se faz com mais tranquilidade e empoderamento. Se a cultura do brasileiro é gastar, que ele gaste de forma correta como, por exemplo, aplicando no mercado de seguros", destaca.
Desafios: crescer e desenvolver
O encontro também contou com o presidente da CNseg, Marco Antônio Rossi, do superintendente da Susep, Roberto Westenberger, do presidente do Conselho de Administração da SulAmérica, Patrick Larragoit, e do presidente do Conselho de Administração da Porto Seguro, Jayme Garfinkel. Todos os palestrantes concordam que o maior desafio é conquistar e vender novos produtos aos consumidores. Atualmente, com a mudança na economia, é preciso pensar em abordagens modernas e proativas com investimento em simplicidade e rapidez num mundo digital.
O Brasil é o quinto país mais populoso do mundo com mais de 200 milhões de habitantes, mas o 43º no ranking de consumo de produtos relacionados ao mercado de seguros. Este cenário é ao mesmo tempo animador e preocupante, uma vez que mostra que ainda há muito espaço para crescer, mas que também aponta como o desafio de como crescer.
Sobre o Congresso
O 19º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros acontecerá até sábado, dia 10 de outubro. Em seu último dia, tratará de temas como educação financeira, a realidade social e econômica do Brasil e o setor de seguros e lei do desmonte com seus reflexos para o mercado. Donny de Nuccio, economista e âncora do programa Conta Corrente da Globonews, vai debater o futuro do setor frente a atual situação econômica do país. Para estimular o empreendedorismo, a Fenacor também escalou a empresária Bel Pesce, que foi eleita pela Revista Época, em 2014, a Jovem Empreendedora do Ano e uma das 100 pessoas mais influentes do país.
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