17 de dezembro de 2015
A retenção de talentos, principalmente entre as gerações mais jovens, é um dos principais desafios dos RHs, que precisam buscar formas alternativas para aumentar os índices de satisfação entre os colaboradores. Segundo pesquisa global sobre tendências de benefícios realizada pela MetLife, a principal razão para 80% dos empregadores brasileiros oferecerem benefícios é “retenção de funcionários”. No Brasil, a legislação não prevê a ampla oferta de benefícios obrigatórios e fica a critério de cada companhia ou categoria negociar o melhor pacote para seus colaboradores.
A maioria das multinacionais enxerga a cesta de benefícios como uma poderosa ferramenta para atrair e, principalmente, manter os talentos na empresa. Para que isso aconteça, a oferta desses produtos deve ser mais vantajosa do que a oferecida pelos concorrentes não só do ponto de vista financeiro, mas também do social. Uma pesquisa da MetLife apontou que o plano de saúde e a assistência odontológica continuam sendo os benefícios mais desejados pelos brasileiros – 84% e 63% dos entrevistados, respectivamente, valorizam esses auxílios. O interesse pelo seguro de vida também cresceu: 60% dos pesquisados afirmaram que estão avaliando a necessidade de contratar ou ampliar a sua apólice.
A oferta de auxílios diferenciados, não obrigatórios por lei, é valorizada pelos brasileiros, porém pode onerar as organizações. Uma alternativa para esse impasse são os benefícios voluntários, em que a negociação é feita com o empregador, mas a decisão de compra e o pagamento são feitos integralmente pelo beneficiário.
Outra maneira de atender aos desejos dos funcionários é a coparticipação, prática usual em planos de previdência complementar. Nesta modalidade, a contribuição mensal para o fundo é dividida entre empresa e colaborador e há um prazo mínimo para o resgate das aplicações. Por meio dessa prática, a empresa auxilia o colaborador a planejar sua aposentadoria e, ao mesmo tempo, incentiva que o profissional permaneça por mais tempo na organização, já que, em caso de desligamento, o funcionário pode perder parte das contribuições realizadas pela companhia.
Além do apoio financeiro, os brasileiros valorizam benefícios imateriais, como flexibilização da jornada de trabalho e o home office. Embora as formas alternativas de trabalho ainda sejam pouco adotadas por aqui, elas se mostram como tendência global e incluem vantagens como convênios com academias de ginástica, clubes e salões de beleza. As iniciativas ligadas ao bem-estar e saúde aumentam os índices de satisfação e lealdade dos funcionários de ambos os sexos – o que melhora a produtividade e diminui o turnover. Entre os homens, a licença paternidade estendida e flexibilidade do horário de trabalho são diferenciais na hora de escolher uma vaga de trabalho. Para mulheres, opções ligadas à maternidade como berçário no próprio escritório e auxílio-creche despertam interesse.
VEJA TAMBÉM
Iniciativa reuniu mulheres para discutir investimentos, formação de patrimônio, previdência e proteção fin ...
Última prova do ano será realizada no dia 29 de novembro, no Complexo Turístico da Ponta Negra, às margens ...
Palestra promovida pela SulAmérica reuniu mulheres na sede do SindsegSC para falar sobre saúde.






