12 de fevereiro de 2016
A Proteste Associação de Consumidores, preocupada com o risco de o seguro obrigatório de danos pessoais causados por embarcações (Dpem) deixar ser vendido a partir do próximo mês, enviou oficio à Superintendência de Seguros Privados (Susep) cobrando empenho para ampliar sua oferta. Apenas uma grande seguradora ainda oferece o produto, depois de uma debandada dos demais players do mercado, mas anunciou que vai suspender as vendas a partir do próximo mês, caso continuem a valer as atuais condições. “É imprescindível que o governo não permita que este seguro acabe e providencie alternativas para a sua ampliação e oferta aos proprietários de embarcação”, afirma Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste.
A entidade acompanha o desdobramento das negociações entre governo e o mercado envolvendo mexidas no produto, iniciadas no fim do ano passado e prorrogadas por mais 60 dias. Este seguro obrigatório prevê indenizações em caso de morte, invalidez e reembolso com despesas médicas por acidentes envolvendo embarcações e suas cargas.
No ofício, a Proteste pede medidas mais rígidas para que seja controlado o pagamento deste seguro pelos proprietários de embarcações, diminuindo assim o nível de inadimplência e aumentando a proteção à sociedade brasileira.
Instituído pela Lei nº 8.374/91, este seguro obrigatório dá cobertura aos danos pessoais causados por embarcações ou por sua carga às pessoas embarcadas, transportadas ou não transportadas, inclusive aos proprietários, tripulantes e condutores das embarcações, independentemente da embarcação estar ou não em operação.
Uma comissão especial criada pela Susep tenta buscar soluções para os sérios problemas que praticamente inviabilizaram o seguro obrigatório de embarcações. Integrada por representantes do governo e do setor privado, a comissão tenta uma saída para a elevada inadimplência. Pelo menos oito de cada dez donos de embarcações ignoram a lei e não contratam o seguro obrigatório. Além disso, a Bradesco Seguros, a única seguradora que opera nesse ramo, já anunciou que vai suspender a comercialização do produto. Essa medida iria valer já no fim do ano passado, mas a seguradora aceitou prorrogar a suspensão das vendas.
Especialistas estimam que, em 2015, ocorrerem aproximadamente mil acidentes com embarcações em todo o País. Pelo menos 200 pessoas morreram e mais de 50 estão desaparecidas.
Maioria das embarcações não está em dia com seguro obrigatório.
VEJA TAMBÉM
Iniciativa reuniu mulheres para discutir investimentos, formação de patrimônio, previdência e proteção fin ...
Última prova do ano será realizada no dia 29 de novembro, no Complexo Turístico da Ponta Negra, às margens ...
Palestra promovida pela SulAmérica reuniu mulheres na sede do SindsegSC para falar sobre saúde.






