19 de fevereiro de 2016
Ação envolve agentes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná
Uma operação que envolve mais de 300 agentes e 100 viaturas da Polícia Civil dos três Estados da Região Sul desarticula, na manhã desta sexta-feira, umgrupo criminoso responsável pelo roubo e furto de, pelo menos, 200 veículos, além de adulteração de sinal identificador. A quadrilha cometia os crimes na Região Metropolitana de Porto Alegre, clonava os veículos e revendia para contrabandistas de cigarro na Fronteira-Oeste, Santa Catarina e Paraná, além de anunciar em sites e redes sociais como se fossem carros com ações de revisão dos financiamentos.
A Operação Cadeira de Ferro é o resultado de oito meses de investigação e cumpre 107 ordens judiciais — 64 mandados de busca e apreensão em pelo menos 10 cidades e 43 ordens de prisão. Até as 7h30min, pelo menos 10 pessoas haviam sido presas. Um balanço da operação deve ser divulgado ainda pela manhã pela polícia.
— Em Porto Alegre, os bandidos atuavam com maior frequência no bairro Petrópolis e em outros bairros da Zona Norte, como o Rubem Berta — afirma o delegado Luciano Peringer, titular da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e responsável pela operação no Rio Grande do Sul.
Ainda segundo o delegado, o grupo atuaria em oito cidades do Rio Grande do Sul: Porto Alegre, Alvorada, Viamão, Canoas, Sapucaia do Sul, Estância Velha, Novo Hamburgo e Santana do Livramento, além de São Lourenço do Oeste (SC) e Francisco Beltrão (PR).
Peringer destaca que um carro que tinha apenas as placas clonadas era ofertado por R$ 2,5 mil. Já veículos com placas, chassi e vidros clonados eram ofertados entre R$ 5 mil e R$ 12 mil.
— Uma quadrilha furtou quatro carros de uma concessionária da Capital e ofertou e vendeu pela internet por apenas R$ 2,5 ,il um carro que valia R$ 80 mil — conta o delegado.
Os veículos eram levados, inclusive, com escolta para evitar possíveis abordagens em barreiras policiais. O carro que ia na frente avisava caso houvesse blitz.
O nome da operação se deve ao fato de um dos integrantes da quadrilha ser cadeirante, explica o chefe da Polícia Civil gaúcha, Emerson Wendt, que acompanha a ação policial.
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