9 de março de 2016
As mulheres ganham 83,9 unidades monetárias por cada 100 unidades recebidas pelos homens, o que representa 16% a menos, um obstáculo que se mantém para a autonomia econômica feminina na América Latina, apontou nesta terça-feira um comunicado da Cepal.
Esses 16% evidenciam que “as diferenças salariais de gênero persistem como obstáculo para a autonomia econômica das mulheres e a superação da pobreza e da desigualdade na região”, segundo dados do Observatório de Igualdade de Gênero da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) no Dia Internacional da Mulher.
“Receber o mesmo salário que os homens em igualdade de condições é um direito das mulheres. É um requisito inevitável para que elas tenham sua autonomia econômica e para avançar na igualdade de gênero”, afirmou Alicia Bárcena, secretária-executiva da Cepal, em comunicado.
De acordo com a Cepal, a diferença salarial entre homens e mulheres caiu 12,1% entre 1990 e 2014.
Comparando-se as remunerações recebidas por ambos os sexos de acordo com os anos de estudo, uma mulher pode receber até 25,6% menos que um homem, o que acontece nos níveis educacionais mais altos (13 anos ou mais de instrução).
“Isso significa que o investimento em educação e capacitação profissional das mulheres não nos aproxima de forma linear dos salários dos homens com a mesma formação”, indicou a Cepal.
Para reduzir a diferença salarial de gênero, a Cepal pretende promover espaços para a negociação coletiva, melhorar os salários mínimos, implementar políticas que permitam maior corresponsabilidade em trabalhos de cuidado de pessoas dependentes e garantir igualdade de oportunidades de capacitação, promoções, horas extras e outros compromissos trabalhistas que aumentam a massa salarial.
Os dados de Cepal se baseiam em uma análise sobre o salário médio de mulheres e homens de 20 a 49 anos que vivem em zonas urbanas e trabalham 35 horas ou mais por semana em 18 países da região.
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