28 de março de 2016
A taxa de desemprego no trimestre encerrado em janeiro surpreendeu especialistas ao pular para 9,5% e registrar quase 3 milhões a mais de desempregados no País em comparação ao mesmo período de 2015.
Além da taxa elevada, chama a atenção a perda no rendimento, em meio ao cenário de forte recessão e inflação elevada. Em razão disso, a taxa de desemprego medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua renovou mais uma vez o maior nível da série iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Antes, no quarto trimestre de 2015, a taxa havia alcançado 9%, a mesma dos três meses até outubro. Nos três meses até janeiro de 2015, o desemprego havia ficado em 6,8%.
Pela Pnad Contínua, o número de desempregados no trimestre móvel até janeiro chegou 9,623 milhões de pessoas, 6%- ou 545 mil pessoas- a mais do que nos três meses até outubro. Em relação aos três meses até janeiro de 2015, o salto foi de 42,3%, ou 2,859 milhões de pessoas a mais procurando uma colocação no mercado de trabalho, ambos números recordes na pesquisa. Segundo o estudo, a população ocupada teve queda de 0,7% no trimestre até janeiro sobre o período imediatamente anterior, chegando a 91,650 milhões de pessoas.
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