8 de abril de 2016
O seguro D&O começou a ser conhecido e exigido por alguns gestores após a crise de 2008, momento em que executivos tiveram suas decisões (especialmente as financeiras) questionadas por acionistas e órgãos reguladores. Com as recentes operações realizadas pela Polícia Federal, que tem ocasionado investigações e processos contra gestores e também a administradores em casos de acidentes ambientais que deram causa a processos criminais, o mercado deste seguro voltou aos holofotes.
“Os segurados perceberam a exposição pessoal que seus cargos lhe ocasionam e passaram a ter consciência do risco”, declara Thabata Najdek, subscritora de Linhas Financeiras da resseguradora Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS). As contratações das apólices aumentaram, mas a executiva afirma que ainda é a minoria das companhias que possuem a cultura de oferecer este tipo de proteção aos executivos. “A tendência é o desenvolvimento deste mercado, associado à conscientização do risco e contratação da respectiva proteção”, acrescenta.
O fato é que há uma dificuldade frequente de entendimento entre o D&O ambiental e o seguro de responsabilidade civil que cobre danos a terceiros. A confusão ocorre porque o mesmo evento atinge a responsabilidade de ambas as pessoas, física e jurídica: do executivo e da empresa. “Isso porque o dano ambiental é considerado crime na legislação brasileira e, para configuração deste crime, é necessário apurar a autoria por meio de inquérito e ação judicial”, declara Thabata.
Principais diferenças
O seguro ambiental protege o patrimônio da empresa contratante da apólice em caso de reclamação por dano ao meio ambiente. A apólice tem como segurado a pessoa jurídica. Já o seguro de responsabilidade civil para administradores (D&O) visa proteger o patrimônio do executivo em caso de reclamação de prejuízos causados por atos de gestão. Dentre as coberturas que o seguro D&O oferece, há a proteção para custos de defesa ambiental. “Ou seja, caso seja investigada a ocorrência de um crime ambiental, o administrador poderá contar com a cobertura oferecida pela apólice para contratar um advogado especializado no assunto para que exerça seu direito a ampla defesa”, explica a executiva da AGCS.
Na responsabilização criminal, o executivo responde pela autoria e por isso precisa do seguro D&O para cobrir os custos de defesa. O dano ambiental, além do processo criminal, pode gerar responsabilização civil para empresa e esta tem de indenizar os prejudicados pelo evento. Neste caso, não há cobertura na apólice de D&O e a empresa deve ter seu seguro ambiental. “As coberturas dos dois seguros não se confundem e sim se completam a fim de proteger todos os envolvidos na ocorrência do sinistro”, finaliza Thabata.
VEJA TAMBÉM
Iniciativa reuniu mulheres para discutir investimentos, formação de patrimônio, previdência e proteção fin ...
Última prova do ano será realizada no dia 29 de novembro, no Complexo Turístico da Ponta Negra, às margens ...
Palestra promovida pela SulAmérica reuniu mulheres na sede do SindsegSC para falar sobre saúde.






