8 de abril de 2016
As perdas globais seguradas decorrentes de desastres alcançaram US$ 37 bilhões em 2015, segundo aponta nova versão de um estudo da Swiss Re divulgado dias atrás. O montante é bem inferior à média mundial anual registrada nos últimos dez anos, da ordem de US$ 62 bilhões. Sobre 2014 (US$ 36 bilhões); o prejuízo econômico segurado caiu 3%.
Os fenômenos naturais responderam por 75,7% (US$ 28 bilhões) das indenizações pagas pelo mercado segurador mundial em 2015, aproximadamente o mesmo valor de 2014. Já US$ 9 bilhões tiveram como origem atividades humanas.
O evento mais oneroso ocorreu na China, com duas explosões no porto de Tianjin, em agosto, originando perda segurada estimada entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3,5 bilhões. A tempestade de neve nos Estados Unidos, em fevereiro, ficou em segundo lugar no ranking: com US$ 2,1 bilhões. Contudo, este evento ao lado de tempestades ocorridas em abril (US$ 1,2 bilhão); de tempestades e enchentes no Texas em maio (US$ 1,5 bilhão) e o incêndio espontâneo em Valley Fire em setembro (US$ 1,2 bilhão) elevam as perdas seguradas, só nos EUA, para US$ 6 bilhões.
Segundo a Swiss, os valores segurados cobriram apenas 40% dos prejuízos patrimoniais totais causados pelas catástrofes naturais ou desastres provocados pelo homem no ano passado em todo o mundo.
Menos prejuízo
O valor total de perdas econômicas de todos os desastres, incluindo ocorrências naturais e causadas pelo homem, foi de US$ 92 bilhões em 2015, 19% menos que os US$ 113 bilhões de 2014. Cerca de US$ 80 bilhões foram gastos em decorrência de catástrofes naturais, com o terremoto no Nepal causando a maior perda. O estudo da resseguradora suíça anotou 353 desastres no último ano.
Dentre eles, 198 foram decorrentes de catástrofes naturais, o maior número já registrado em um ano, segundo os registros da empresa. As perdas econômicas globais ficaram bem abaixo da média anual de US$ 192 bilhões dos últimos dez anos. Isso se deu, em grande parte, segundo o estudo, a uma temporada de furacões moderada nos Estados Unidos. O ano passado foi o décimo ano consecutivo onde nenhum furacão de grande importância chegou à costa norte-americana.
VEJA TAMBÉM
Iniciativa reuniu mulheres para discutir investimentos, formação de patrimônio, previdência e proteção fin ...
Última prova do ano será realizada no dia 29 de novembro, no Complexo Turístico da Ponta Negra, às margens ...
Palestra promovida pela SulAmérica reuniu mulheres na sede do SindsegSC para falar sobre saúde.






