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Setor de seguros pode destravar obras públicas

Com a retomada do crescimento econômico, o governo pretende contar com o mercado segurador para remover ga ...



Geral
15 de abril de 2016

Com a retomada do crescimento econômico, o governo pretende contar com o mercado segurador para remover gargalos no processo de contratação e execução de obras públicas, segundo conta o titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep); Roberto Westenberger, para quem esse suporte pode ser dado pelo seguro de garantia contratual. “O Brasil precisa desse seguro. Será uma importante alavanca para o desenvolvimento do País. O governo confia no mercado para que se tenha a garantia de conclusão das obras”, assinala.

O apelo do superintendente da Susep é voltado, principalmente, para as companhias de resseguros, a quais ele pede também o desenvolvimento de novos produtos “até mesmo onde não há uma projeção de retorno financeiro imediato”. Segundo ele, é justo que empresas privadas foquem a sua atuação em produtos e serviços que ofereçam os maiores lucros. Contudo, ele destaca que é preciso também atender a necessidades do mercado onde esse retorno não é tão certo. “O resseguro é a locomotiva do mercado no sentido de prover os produtos mais necessários. O lucro acaba vindo naturalmente”, observa Roberto Westenberger, que abordou o assunto no recém-encerrado Encontro de Resseguros do Rio de Janeiro.

Sobre o mesmo assunto, o presidente da Federação Nacional das Resseguradoras (Fenaber); Paulo Pereira, adianta que o segmento está pronto para atender a demanda do governo. Segundo ele, apesar de o Brasil passar por um momento de forte instabilidade na economia, as grandes obras não podem ser interrompidas. “Os mercados de seguros e de resseguros responderão com a capacidade que o País precisa”, sustenta o executivo.

Transferência de riscos

Paulo Pereira conta ainda que a proposta da Susep passa pelo aumento do limite máximo para a cobertura do seguro de garantia de 5% para 30% da importância segurada para grandes obras. Paulo Pereira acredita que o redesenho desse produto estará pronto ainda este ano. “Entendemos que poderemos alavancar bastante o seguro-garantia no Brasil”, avalia o presidente da Fenaber.

Já o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg); Marcio Coriolano, diz que há mais espaço para o avanço do resseguro no Brasil, além da de carteira de garantia contratual. Na opinião dele, o resseguro pode ter um papel relevante nos ramos da saúde e rural e na cobertura para riscos financeiros e cibernéticos.





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