1 de julho de 2016
Centralizar apólices em uma mesma operadora pode reduzir custos em até 42%; outra alternativa é transformar benefício odontológico compulsório em voluntário, dizem especialistas
São Paulo - Com a crise, os planos odontológicos também se tornam estratégicos e são alvo de negociação de preços.
Segundo especialistas, o produto traz benefícios ligados à saúde do trabalho e evitam absenteísmos, com custos inferiores aos de planos de saúde. Com a crise, as operadoras adotam estratégias para ajudar funcionários de pequenas e médias empresas a manter o benefício. "É preciso criatividade. Temos planos para todos os bolsos, desde com coparticipação até produtos com um leque menor de procedimentos", comenta o diretor da OdontoPrev, a empresa líder no segmento, Carlos Rogoginsky.
A vice-presidente de dental & comercial para o canal corretores da MetLife, Cássia Gil, conta que a empresa notou a mudança de planos odontológicos compulsórios para voluntários, sem mudança de contrato. "Nesses casos, a empresa oferece ao funcionário a possibilidade de contratar diretamente o plano, sem aumento de custos para a companhia. Para o colaborador, a vantagem é que ele passa a ter condições especiais."
O presidente do grupo NotreDame Intermédica, Irlau Machado, diz que, para cortar custos, as empresas têm reunido, em uma mesma seguradora, planos de saúde e odontológicos. Segundo ele, a estratégia adotada pode reduzir o custo do produto odontontológico em até 42%.
Segundo a empresa, os produtos de saúde compactos representam atualmente 90% das vendas e a carteira de PMEs cresceu 65% no primeiro trimestre.
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