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Com alta de 51%, perdas catastróficas do seguro superam média da década

Mercado cobre 44% dos prejuízos totais causados por terremotos, enchentes e incêndios florestais no primei ...



Geral
25 de agosto de 2016

Mercado cobre 44% dos prejuízos totais causados por terremotos, enchentes e incêndios florestais no primeiro semestre, segundo a Swiss Re

As perdas asseguradas com eventos catastróficos aumentaram 51% no primeiro semestre de 2016, comparado com o mesmo período do ano anterior, de acordo com a resseguradora Swiss Re. Elas também ficaram acima da média dos últimos dez anos. De acordo com a companhia, o total de prejuízos cobertos pelo mercado chegou a US$ 51 bilhões, incluindo tanto os eventos causados pelo homem quanto os de origem natural. A constatação vai ao encontro de observações feitas pelas empresas de seguro e ressegurointernacionais, que reportaram resultados semestrais menos favoráveis neste ano, em parte devido ao impacto de um aumento na sinistralidade. As perdas econômicas totais causadas pelas catástrofes, por sua vez, atingiram US$ 71 bilhões, o que representa um aumento anualizado de 38%. Os eventos catastróficos foram mais caros, porém menos mortais do que os ocorridos no primeiro semestre do ano passado. De acordo com a Swiss Re, cerca de 6.000 pessoas morreram devido a terremotos, incêndios, enchentes e outros desastres entre janeiro e junho. No mesmo período de 2015, o número chegou a 12.000. Acima da média

As principais fontes de perdas econômicas no primeiro semestre foram as catástrofes naturais, que causaram prejuízos de US$ 68 bilhões. Eventos causados pelo homem somaram US$ 3 bilhões. Ao todo, as perdas econômicas dos eventos catastróficos, ainda que em alta, estiveram abaixo da média registrada nos últimos 10 anos, que chega a US$ 110 bilhões no primeiro semestre. Já as perdas asseguradas, US$ 31 bilhões, ficaram levemente acima da média decenal, que é de US$ 30 bilhões. O mercado cobriu 44% das perdas totais, na estimativa da Swiss Re. A empresa calculou que a destruição causada pelos terremotos que atingiram o Japão em abril, matando 64 pessoas, chegou a algo entre US$ 22 bilhões e US$ 48 bilhões. Mas o impacto no mercado de seguros é bem inferior, chegando a US$ 5,6 bilhões. A penetração do seguro é ainda menor no Equador, onde um tremor de 7,8 graus ocorrido no mesmo mês matou 688 pessoas, mas causou apenas US$ 400 milhões de perdas para a indústria seguradora. Em outros casos, porém, a parcela das perdas asseguradas é bem superior. Nas tempestades que afetaram os Estados Unidos em abril tiveram 88,6% dos US$ 3,5 bilhões de prejuízos estavam cobertos pelo seguro. No caso das chuvas e enchentes que deixaram partes da França, Alemanha, Holanda e outros países debaixo d’água em maio e junho, 70% das US$ 4 bilhões de perdas estavam cobertas. Louisiania

A Swiss Re alerta ainda que os números podem ser revistos na medida em que mais dados sobre os eventos sejam coletados pelo mercado. A empresa também disse que as perdas catastróficas deste ano podem sofrer novo aumento significativo, já que a temporada de furacões nos Estados Unidos ainda está em andamento. A estimativa não inclui os custos das inundações que atingem atualmente o estado americano de Louisiana, onde estima-se que cerca de 60 mil casas tenham sido afetadas. Mas especialistas têm observado que os níveis de cobertura de seguros contra enchentes nas regiões atingidas é baixa para os padrões americanos. De acordo com dados da Fema, a administradora do esquema de seguros de enchente do governo americano, citados pela CNN, apenas 42,5% das estruturas localizadas em regiões de alto risco no estado possuem coberturas contra enchente. Nas áreas consideradas propensas a inundações, somente 12,5% das casas estão cobertas.





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