13 de setembro de 2016
Lideranças do mercado de seguros já esperam um final de ano acima das expectativas iniciais. O diretor Geral da Organização de Vendas da Bradesco Seguros, Marco Antonio Gonçalves, por exemplo, garante que o desempenho apurado em 2016 será melhor que o de 2015. Assim, mesmo com queda na produção industrial (-6,5%); na venda de veículos (-16%) e no PIB (-3%); o mercado de seguros deve crescer em modalidades importantes como o de veículos (3,1%); ramos elementares (7,1%); vida (3,3%); previdência complementar (12,7%); capitalização (6%) e saúde (13,9%). “Felizmente, o mercado se tornou anticíclico e mesmo nos momentos mais difíceis continua evoluindo. O nosso setor está maduro, evoluiu e continuaremos a avançar”, observou o executivo, em palestra para os associados do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP).
Segundo ele, ainda há muito espaço para o crescimento do setor, pois ainda existe “um grande abismo entre a atividade de seguros e a economia do país”.
Marco Antonio Gonçalves lembra que a participação no PIB saltou de 1,3% para 6,2% em 25 anos – entre 1990 e 2015 – e deve manter essa tendência, até porque o setor de seguros vem crescendo sempre acima da média da economia nacional. No ano passado, por exemplo, enquanto o PIB caiu 3,8%, o mercado de seguros cresceu 11,6%. De certa forma, a crise foi positiva para o mercado, que precisou reduzir custos e se tornar ainda mais eficiente. A distribuição também está explorando o canal de forma mais adequada, frisou o diretor da Bradesco Seguros.
Diante desse cenário, ele acredita que a fatia correspondente ao Brasil na receita global de seguros, hoje na faixa de 2%, deve aumentar nos próximos anos, empurrando o mercado nacional da 14º para a 8ª colocação do ranking mundial já em 2020.
Ele espera que até lá o mercado explore melhor alguns ramos ainda pouco desenvolvidos, como o seguro residencial, que cobre apenas 13% das moradias, e mesmo o de automóveis, que garante somente 28% da frota nacional. “O mesmo deve ocorrer nos planos de sade, que respondem por 25% do mercado em potencial e dos odontológicos, que figuram com 11%. Além disso, no seguro de vida, apenas 18% dos brasileiros possuem seguro, observou.
Marco Antonio Gonçalves assegurou que em todos esses ramos, as oportunidades são grandes, cabendo ao mercado oferecer a melhor proteção principalmente para aqueles “que não o conhecem”.
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