O que os corretores podem aprender com a “briga” XP e ITAÚ?

03.08.2020 - Fonte: Breno Kor

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Nós corretores temos que refletir sobre as mudanças que o mercado de seguros irá atravessar. Somos coadjuvantes de um mercado tradicional, considerados por este mercado como o seu principal canal, porém na mudança novos protagonistas surgirão.

É hora de ensaiarmos o futuro, preservarmos nossas tradições, elas nos sustentam e nos servem de apoio, mas é necessário sair do mesmo lugar para evoluir.

O exemplo da XP, em que o Itaú é dono de 49% das ações mostra a capacidade de se reinventar, e não colocar os ovos em uma mesma cesta. A briga pela fatia do novo consumidor, uma briga entre “parentes jurídicos” é o sinal de uma revolução nas Empresas. Será que o Itaú foi “Feito para Você”, ou a XP foi feita para um novo Itaú? Competir consigo mesmo vai nos conduzir ao lugar certo.

O que podemos aprender com isto?

É preciso criar um braço digital, independente da nossa corretora, sustentado por investidores, corretores associados em uma nova personalidade e por que não seguradores de uma nova parceria, e buscar as oportunidades em um momento certo.

Contratar profissionais de tecnologia, fora da caixa do que representamos, para criar facilidades através de plataformas digitais com uma nova forma de comunicação. Acompanhá-los e orientá-los, pois somos quem mais conhece as necessidades do consumidor e os produtos disponibilizados pelo mercado.

É preciso criar um projeto novo, nosso, diferente da consolidação de corretores para fazer o mesmo que já era feito, não que isso não possa coexistir, mas com outros objetivos.

Na contramão do que disse o gênio compositor Sérgio Sampaio em uma de suas músicas, é hora de sair da plateia e ir para o palco, unidos.


Por Breno Kor - Diretor da Kor Corretora e sócio da marca Segura&Vai “SyouV” 

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