13 de outubro de 2026
Por Isabela Zampiron | Seguro Gaúcho
A carreira de James Vieira no mercado de seguros não foi planejada. "É aquela coisa que se diz que Deus escreve certo por linhas tortas", resume. Em 2009, ele havia sido desligado de uma loja tradicional do varejo em shopping. Foi então que o irmão, já corretor e dono de uma corretora focada em seguro de carga para transportadoras, o convidou para trabalhar junto. Ele topou o desafio.
Uma ironia do destino
A primeira apólice que James vendeu tem uma história curiosa: foi o seguro da moto do gerente da loja onde trabalhava, justamente quem havia assinado o seu desligamento. "Ele me desligou e 15 dias depois eu estava fazendo o seguro da moto dele", lembra.
Entre as dificuldades dos primeiros anos, ele destaca a venda ativa. Era preciso agendar visitas por telefone, ir até o cliente, se apresentar e oferecer um produto que exige muito conhecimento e que é fundamental para o transportador, já que protege bens de alto custo. Pelo aprendizado, James credita ao irmão, que o inseriu no mercado, com todo o seu conhecimento sobre seguros e suas técnicas de abordagem.
Da era dos disquetes à cotação em um minuto
O primeiro contato de Jamesa com o setor, no entanto, foi anterior: em 2001, ele foi office boy de uma corretora. Naquela época, uma vez por mês, era preciso buscar disquetes nas seguradoras para atualizar os sistemas de cálculo, e cotar um seguro em todas as empresas podia levar mais de uma hora. "Hoje isso se reduziu a menos de um minuto e você tem os orçamentos de mais de 20 seguradoras ao mesmo tempo", compara.
O momento de caminhar sozinho
O ponto mais marcante da trajetória veio quando ele se sentiu capaz de tocar a própria corretora e pediu desligamento da empresa do irmão para seguir sozinho. "O frio na barriga tomou conta, mas eu sabia que era a atitude mais certa a se tomar", conta.
Para Jamesa, a confiança, que ele chama de "palavra-chave no sucesso no seguro", se constrói com consistência entre o que se diz e o que se faz ao longo do tempo. Quando o corretor cumpre exatamente o que prometeu ao cliente, a relação se fortalece.
É essa postura que sustenta a imagem que ele costuma usar para definir a profissão. "O corretor é um salva-vidas do seu segurado", afirma. Em muitos sinistros, o cliente não sabe nem por onde começar e há situações em que está "sem chão". Nessas horas, segundo James, o corretor vira advogado, engenheiro, psicólogo e "até um marinheiro", guiando o processo junto à seguradora para sair de águas turbulentas e chegar a águas mais calmas.
Conselho para quem começa
A quem pretende entrar na área, James recomenda preparo mental ,já que haverá momentos de muita dor do lado do cliente, e o corretor será o responsável por levar conforto e segurança. "Seguro não é apenas vender uma apólice. É estar presente quando o cliente mais precisa", diz. Segundo ele, por trás de cada veículo existe uma história, uma família e, muitas vezes, um patrimônio construído com esforço. Por isso, aconselha estudar, ser ético, cuidar dos clientes e estar preparado "para salvar o dia de alguém quando ele mais precisar".
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