19 de outubro de 2026
Por Isabela Zampiron | Seguro Gaúcho
Celebrado em 19 de outubro, o Dia do Securitário chega em um momento de transformação para a categoria. Segundo o presidente do Sindicato dos Securitários do Rio Grande do Sul, Valdir Brusch, o trabalhador do setor hoje atua em um mercado mais tecnológico, digitalizado, especializado e diversificado do que há algumas décadas.
A categoria é ampla. Reúne empregados de seguradoras, corretoras de seguros, previdência privada aberta e fechada, resseguros, capitalização, corretoras de câmbio, seguro saúde, assessoria de seguros e outras atividades relacionadas. Em todas elas, afirma Brusch, a entidade atua junto às empresas para promover o crescimento do setor e a geração de novos postos de trabalho.
Momento atual
Entre os avanços recentes, o presidente destaca a renovação das Convenções Coletivas de Trabalho e dos acordos firmados diretamente com as empresas. Os instrumentos mantêm os benefícios conquistados ao longo de anos de atuação sindical, com as devidas correções.
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores, Brusch cita a valorização da categoria, em linha com o crescimento do mercado de seguros, a regulação do trabalho em home office e no modelo híbrido e políticas de saúde mental e física, em meio à transformação nas empresas e à pressão por produtividade.
A digitalização, a inteligência artificial e a automação de processos preocupam a categoria. De acordo com Brusch, o receio está ligado à manutenção dos postos de trabalho, que podem ser reduzidos com o avanço da tecnologia.
Confiança no seguro
Para Brusch, o securitário tem papel central na relação com o consumidor. “O consumidor não confia apenas em uma empresa ou em uma apólice. Ele também confia nas pessoas que representam o seguro”, afirma. Por isso, segundo ele, o profissional é um dos principais responsáveis por transformar um contrato de proteção em uma relação baseada em confiança, transparência e segurança.
Desafios pela frente
Para os próximos anos, o sindicato tem como prioridade manter as garantias de direitos dos empregados. Brusch avalia que as reformas trabalhistas prejudicaram os trabalhadores e alerta para possíveis novas mudanças em detrimento das classes mais vulneráveis.
A entidade também quer mostrar que não atua apenas na defesa diante de problemas. Segundo o presidente, o sindicato também trabalha com participação, informação e construção de melhores condições de trabalho, em temas como qualificação, emprego, privacidade e metas.
Fortalecer acordos e convenções coletivas será fundamental, segundo Brusch, para garantir salários, benefícios, jornada, saúde, segurança e novas proteções diante da automação e das novas formas de organização do trabalho.
Homenagem e folga
Na mensagem aos profissionais, Brusch resume o que, para ele, é ser securitário: “trabalhar com responsabilidade, dedicação e compromisso”. O Sindicato dos Securitários do RS homenageia cada trabalhador e trabalhadora que, com esforço diário, fortalece a categoria.
Na ocasião, a entidade reafirma a importância de assegurar o Dia do Securitário como dia de folga, como forma de reconhecimento e valorização da categoria.
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