Advogados que praticam surf analisam a inclusão do esporte na Olimpíada de Tóquio 2020

26.07.2021 - Fonte: Seguro Gaúcho

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Embora a pandemia continue a atingir e preocupar todo o planeta, nos últimos dias mundo passou a acompanhar com atenção os jogos olímpicos de Tóquio. Cinco esportes foram incluídos ao calendário de competições do maior evento esportivo da humanidade. Uma destas modalidades é o surf, que há muito tempo vem sendo praticado por dois advogados que atuam na área do direito securitário: Maurício Gravina e Rodrigo Abarno.

Gravina pratica o esporte desde criança. Praia da Cal, Guarita, Molhes de Torres, Arpoador no Rio de Janeiro e algumas praias de Santa Catarina são os locais preferidos do advogado para surfar. “O surf é um dos esportes mais democráticos do mundo, tanto que para praticá-lo basta uma prancha, vontade e treino. Ele oportuniza crescimento físico e emocional, com extrema interação com a natureza e boas lições para a vida”, explica o advogado.

Durante o período da juventude, Gravina participou de campeonatos amadores. Entretanto, prática esportiva diminuiu devido a sua dedicação aos estudos, a advocacia e ao magistério jurídico. Advogando há mais de 30 anos, Maurício Gravina é professor de Direito e autor em temas de Direito Econômico, Contratual, Seguros e Processo. Em 2020 lançou o livro Direito dos Seguros pela editora portuguesa Almedina.

Mas a modalidade esportiva nunca deixou de fazer parte de sua vida, ensinando-o a respeitar o mar, os demais surfistas e cultivar amizades e fortalecer a auto-estima. “Quando o assunto é surf, tenho as melhores lembranças. Seguir surfando é uma espécie de devoção que dá muito sentido à vida interior”, destaca o advogado, que surfa há 40 anos.

Gravina acha importante para a nova geração que o surf esteja incluído no calendário olímpico: “isso significa investimento e profissionalismo, o que é uma forma de monetizar e remunerar esses jovens”.

Maurício Gravina

O advogado Rodrigo Abarno também gosta bastante do mesmo esporte praticado por Gravina. A relação de Rodrigo com o surf iniciou quando era criança e passava férias com a família na praia de Torres e, na época, seu tio já surfava. Por volta dos 12 anos ganhou sua primeira prancha e pegou gosto pelo esporte, que passou a fazer parte de seu lazer. Na opinião do advogado, é um esporte de aventura de alto desempenho, embora a modalidade possa ser praticada como forma de relaxamento e contato com a natureza: “o surf exige cada vez mais preparo dos atletas e o talento é a principal característica para o sucesso”.

Integrante da equipe do escritório Agrifoglio Vianna Advogados Associados, Rodrigo atua no direito securitário desde 2008. “Comecei a estagiar no Agrifoglio Vianna em 2006. Após concluir minha graduação tive a oportunidade de cuidar de uma carteira de processos de uma seguradora. Desde aquela época tenho trabalhado no segmento, mais especificamente seguros de vida” recorda.

Atualmente Rodrigo atua com processos judiciais de seguro, elaborando pareceres sobre os processos de regulação de sinistros. O advogado possui MBA em Gestão Jurídica de Seguros e Resseguros pela ENS, além de ser membro da Comissão Especial de Seguros e Previdência Complementar da OAB/RS.

Mas quando o assunto está relacionado a uma prancha e a sua relação com o mar, ele considera que a inclusão do surf nas olimpíadas é o reconhecimento a uma modalidade centenária que possui milhares de praticantes ao redor do planeta. “No Brasil o surfe vem ganhando adeptos há alguns anos, pois entre os principais atletas do circuito mundial temos um time de brasileiros campeões mundiais, conhecidos como “brazilian storm”. Pelo fato de tornar-se um esporte olímpico, o surf certamente ganhará novos praticantes em todo o planeta”, assegura o advogado.

Mesmo com o fuso horário de 12 horas de diferença entre Japão e Brasil, Rodrigo está acompanhando as disputas olímpicas de surf pela televisão. “Estou super animando e torcendo muito para os atletas brasileiros. Eles chegam como promessas para a competição, tanto no masculino, como no feminino”, conclui o advogado, esperançoso com os resultados dos representantes do Brasil.

Saiba mais

Até o dia 26 de julho, da publicação desta matéria no site Seguro Gaúcho, três dos quatro surfistas brasileiros classificados para os jogos olímpicos de Tóquio 2020 permanecem na disputa das medalhas. São eles Ítalo Ferreira e Gabriel Medina, no naipe masculino. Já entre as mulheres, Silvana Lima segue na competição, mas Tatiana Weston Webb foi eliminada.

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