De estagiária à gerente de controladoria: a trajetória de Natália Gil no escritório Agrifoglio Vianna

20.01.2022 - Fonte: Seguro Gaúcho

Natália Gil - foto

Com três décadas de existência, o escritório Agrifoglio Vianna Advogados Associados possui tradição e pleno reconhecimento na área cível, com ênfase em direito securitário. Por trás do êxito da empresa existe o trabalho contínuo e qualificado de profissionais que atuam em diferentes setores, como a advogada Natália Gil.

Graduada em Direito pela PUCRS em 2021, Natália ingressou no escritório em fevereiro de 2016, como estagiária no setor jurídico. “É curioso e muito significativo seu interesse e vocação para o exercício da advocacia se considerarmos que antes mesmo de ingressar no primeiro semestre da faculdade já estava buscando um estágio, e quando teve uma boa indicação sobre o escritório, contatou diretamente e nos surpreendeu já na primeira entrevista, onde ficou flagrante sua vivacidade, discernimento e seriedade para quem tinha 17 anos”, pontua a sócia diretora e fundadora do escritório, Laura Agrifoglio Vianna. Depois passou a trainée no mesmo departamento, atuando diretamente nas carteiras de processos de clientes.

Posteriormente, foi promovida a Coordenadora do Setor de Acordos e atualmente é Gestora da Controladoria Jurídica. “Quando comecei a trabalhar no escritório, ainda no primeiro semestre de minha graduação, eu não sabia absolutamente nada de Direito e muito menos da área de seguros.Tudo que aprendi sobre contrato de seguro foi na Agrifoglio Vianna. As vivências que tive no escritório auxiliaram em meu amadurecimento profissional e pessoal, pois tive o privilégio de aprender a liderar tendo como exemplo uma líder justa, sensata, generosa e sábia, que é a Dra. Laura. Os outros sócios também me ensinaram muito. O escritório foi uma escola para mim”, assegura a jovem advogada.

Atualmente Natália é responsável pelos gerenciamentos e análises das estratégias nos procedimentos internos e dos softwares de gestão processual internos. O atendimento imediato às demandas dos clientes também está sob sua responsabilidade, assim como a análise da jurimetria para acompanhar as tendências dos tribunais. “A Controladoria também é responsável pela verificação dos índices de desempenho e produtividade de todos os colaboradores do escritório”, explica a advogada.

Na Controladoria Jurídica, Natália aprendeu sobre a importância do acompanhamento e da analise das estatísticas e dos resultados dos processos, atualizando os clientes sobre os êxitos e as perdas, para que seja possível realizar eventuais alterações de algum clausulado ou procedimento de contratação e com isso evitar as judicializações: “a Controladoria me ensinou sobre a relevância da organização e planejamento estratégico dos procedimentos, bem como sobre a agilidade para buscar novas soluções para garantir os melhores resultados às equipes internas e aos clientes”. Ainda sobre o departamento, ela destaca o quanto à evolução tecnológica proporciona em maior agilidade aos procedimentos internos: “isso permite o breve encerramento das demandas e a redução de valores despendidos pelos clientes com o setor jurídico”.

Embora Natália seja uma jovem advogada, sua vivência profissional permite a ela afirmar que o Direito Securitário é uma importante área que está em ascensão e que deve ser mais disseminada: “o contrato de seguro está cada vez mais presente no dia a dia da população em diferentes modalidades. Trata-se de uma matéria muito importante para a sociedade”.

Para Natália, os fatos que mais causaram impacto em sua trajetória profissional estão relacionados a demandas em que existiram dificuldades com o Poder Judiciário pela falta de conhecimento dos julgadores em relação à área do direito securitário. “A causa que mais me impactou em relação a isso foi um processo em que a autora postulava o recebimento da cobertura de Doenças Graves e o juiz de primeiro grau julgou o pedido procedente, alegando que ela possuía cobertura de Invalidez por Acidente e por isso faria jus à cobertura diversa da postulada no pedido inicial. Recorremos alegando que não havia ocorrido acidente e que a cobertura postulada era diversa daquela constante na fundamentação da decisão, porém, o Tribunal entendeu que a doença da demandante era grave e por este motivo ela deveria receber o capital de invalidez, mesmo que não pleiteado, ignorando-se completamente toda a tese defensiva no sentido de que o contrato previa um rol taxativo de doenças indenizáveis para aquela cobertura”, explicou a advogada.

Na avaliação de Natália, esse tipo de demanda impacta sua visão sobre como os processos podem tomar rumos diferentes àquele que ela entende como justo e correto, de acordo com os contratos de seguro firmados pelas partes: “isso ocorre pela falta de técnica, ou às vezes até de atenção, de alguns julgadores para proferir uma decisão adequada”.

Embora sua trajetória profissional esteja no princípio, Natália já aprendeu lições valiosas e importantes para sua carreira: “devemos nos aprofundar muito mais nessa área e não serão todas as vezes que o resultado do processo será o mais justo e correto, de acordo com o contrato de seguro e os seus princípios, porém, devemos insistir para mudar esse cenário”, esclarece a advogada que pretende se especializar na área de gestão jurídica.

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