Murilo Riedel destaca mudanças do setor em encontro da ENS

22.07.2021 - Fonte: CQCS

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O CEO da HDI Seguros, Murilo Riedel, o corretor Amilcar Vianna, da Prudente Corretagem de Seguros, conversaram com o professor da Escola de Negócios e Seguros, Nivaldo Santos, no terceiro encontro sobre “Inovação no Setor de Seguros – Experiência de Mercado”.

O encontro é um evento virtual que consiste em uma série de live para marcar os 50 anos da ENS. Na abertura, o diretor geral da Escola, Tarcísio Godoy, destacou a inovação dos tempos atuais e o novo conjunto de regras. “Queremos mostrar ao corretor, de forma objetiva, o que tem sido feito e observado de inovação, na prática. O que cada um percebe como sendo de fato inovador neste setor”, ressaltou.

Murilo Riedel falou da aceleração das mudanças em todos os setores, inclusive no de seguros, e como os hábitos de consumo alteraram. “As mudanças são visíveis e não vão parar. A aceleração é brutal e a pandemia foi um vetor acelerador da inovação. O nosso desafio é entender o que virá pela frente”, disse.

Para o executivo, o corretor é uma ferramenta tradicional e fundamental já que o esforço comercial de um corretor é grande. “A receita de seguros no Brasil é facultativa porque o país tem poucos seguros obrigatórios”, afirmou.

Amilcar Vianna enfatizou que não aceitar a utilização das novas tecnologias para promover a mudança nos relacionamentos com os clientes é não estimular um mercado com baixo nível de penetração, como o de seguros. “Não tem sentido temer a inovação. É preciso se adequar às novas tecnologias, especialmente no nosso mercado, onde há muito a ser explorado já que o nível de penetração dos seguros no Brasil, que ainda é muito baixo”.

Para Amilcar, o fato do mercado de seguros brasileiro ser tradicional não significa que não possa ser inovador. “Dentro da área de tecnologia e inovação temos de fazer uma mescla. Acho que certas inovações não vão prosperar e outras serão necessárias”, analisou.

Para Murilo Riedel, a Susep está atenta e tem se dedicado a dar condições para que o mercado se desenvolva. Para ele, o sandbox vai ajudar no aspecto da rapidez. Sobre o open insurance, o executivo diz ter uma posição cuidadosa.

“A seguradora ajuda o corretor a vender e o corretor se especializa na venda e em conhecer o cliente. A variável mais importante é a capacidade de reter clientes tanto para corretores quanto para uma seguradora. Cada cliente é propriedade intelectual dos corretores. Isso tem um valor grande e o mercado reconhece esse valor. O Open insurance abre esse grande ativo se o segurado autorizar. É preciso cuidado”, ponderou.


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