Novas tecnologias dos carros abre oportunidades no Seguro Auto

25.11.2021 - Fonte: CQCS

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Carros autônomos, veículos compartilhados, sistemas de segurança e tecnologias que já saem de fábrica tem impactado não somente a mobilidade, mas também toda a cadeia do mercado segurador. Estas tecnologias acabam gerando muitos dados que, se bem utilizados, podem trazer muitas oportunidades para a indústria. “A análise de dados não é uma novidade para a indústria do seguro, mas a capacidade tecnológica nos permite analisar melhor cada risco e precificá-lo melhor. Com isso, quem ganha é o consumidor, que paga por um produto mais de acordo com as suas necessidades”, destacou o Diretor Presidente da Bradesco Auto/Re, Ney Dias, durante o CQCS Insurtech & Innovation.

Para o Vice Presidente Maxpar, Eduardo Borges, a tecnologia embarcada nos veículos gera mais segurança, mas também mais custo. “O aumento no valor das peças tem feito com que o valor da franquia suba e o cliente busque cada vez mais assistências. O aporte de tecnologia nos veículos vai transformar também as oficinas e prestadores de serviços automotivos, pois é preciso ter equipamentos específicos para realizar os serviços”, salientou. Por isso, possuir uma cobertura ajustada às reais necessidades acaba sendo ainda mais importante para os clientes. “Tem cliente que paga um risco maior que ele necessita e tem gente que paga menos. Por que forçar o cliente a comprar um modelo fixo do seguro se ele não vai usar?”, questionou o CEO Ituran, Amit Louzon.

Um exemplo do uso de tecnologia que pode não apenas recuperar veículos roubados ou furtados é a telemetria. “A telemetria com análise do big data pode ver se o perfil que o cliente preencheu corresponde ao perfil atual dele. A análise destes dados também pode servir para a prevenção, como a identificação de locais com maior potencial de risco e orientação para que os clientes tomem medidas de prevenção”, afirmou Louzon. O Senior Automotive Solutions Manager Swiss Re, Valerio Castellana, acredita que o seguro vai ter que pensar em sua atuação no sistema e sua relação com motoristas frente às novidades tecnológicas no setor automotivo. “Monitorar o motorista pode não ser suficiente para controle de risco”, lembrou.

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